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Semas divulga trabalho dos equipamentos sociais de Maceió
Técnicas do Creas divulgam serviço dos equipamentos da Semas na Defensoria Pública (foto: Ascom Semas)
Profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Orla Lagunar e do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Pitanguinha estão durante todo o mês de setembro em orientação na sala de espera da Defensoria Pública Estadual. A missão dos servidores é distribuir panfletos e explicar aos usuários os serviços que são oferecidos pelos equipamentos sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).
A proposta do trabalho é esclarecer ao público – que aguarda atendimento na Defensoria – os serviços oferecidos à população de Maceió pelas 15 unidades de Cras existentes na Capital e as cinco unidades de Creas que funcionam em Maceió.
A secretária de Assistência Social de Maceió, Celiany Rocha, diz que a divulgação dos serviços dos equipamentos sociais da Semas é fundamental para ampliar o acesso à política municipal da Assistência Social. “É preciso divulgar os serviços ofertados pelos Cras e Creas para que a população tenha acesso aos direitos sociais básicos e, além disso, é necessário trabalhar também na prevenção e proteção da violação desses direitos”, explica a secretária.
A assistente social do Creas Orla Lagunar, Edna Roberto, diz que já houve procura do público nas unidades depois de realizada a divulgação dos serviços dos dois equipamentos sociais da Semas. Ela explica que o trabalho na sala de espera é tirar dúvidas dos usuários e orientá-los sobre a procura dos serviços nas unidades de Cras e Creas.
“A nossa intenção de divulgar os serviços dos equipamentos sociais da Semas, na sala de espera da Defensoria Pública Estadual, é porque o público que procura o serviço é vulnerável e muitos têm os direitos violados”, explica Rejane Florêncio, psicóloga do Creas da Orla Lagunar.
A profissional revela ainda que há casos em que um idoso sofre maus tratos ou a família se apropria do benefício dele, que sequer fica com o dinheiro para comprar remédios. Há ainda situações complexas como as vítimas de abuso sexual e de violência doméstica. “Nós profissionais dos Creas podemos realizar o acompanhamento e encaminhamentos necessários para os usuários que sofrem com esses tipos de violações psicossociais”, alerta Rejane Florêncio.
Dona Cícera Alves Pereira esteve na Defensoria Pública Estadual com o sobrinho dela para solicitar a realização de um exame de DNA. Ela contou que já conhecia a Assistência Social, mas não sabia dos serviços oferecidos pelos equipamentos sociais da Semas. “Eu moro no Tabuleiro e o Creas Santa Lúcia fica pertinho da minha casa. Vou lá participar dos serviços que são oferecidos à minha comunidade”, diz a aposentada.
No campo da Política de Assistência Social há diferenças nos tipos de atendimentos e serviços ofertados pelos dois equipamentos sociais da Semas. Os Cras atendem aos usuários que ainda mantém vínculos familiares e mesmo assim há a necessidade de atuar e oferecer serviços que integram a política de atenção básica da assistência social.
Os técnicos dos Cras atuam na prevenção e no fortalecimento de vínculos e na proteção social básica à família, através do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). Nas comunidades onde os 15 equipamentos sociais da Semas estão inseridos há atividades que são desenvolvidas nos Serviços de Convivência, tais como grupos de idosos, mulheres, crianças e adolescentes onde são realizadas ações de geração de emprego e renda, práticas desportivas, culturais e artísticas.
Já os Creas oferecem serviços especializados e continuados às famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, como violência física, psicológica, sexual, tráfico de pessoas, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto.
Os trabalhos realizados pelos técnicos dos Creas seguem os critérios metodológicos da política social de média e alta complexidade, tais como o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) e o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI).
Fonte: Cícero Rogério/ Ascom Semas