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Parceria consolida relação democrática entre movimentos sociais e Estado

12/09/2016
Parceria consolida relação democrática entre movimentos sociais e Estado
É com postura respeitosa e aberta ao diálogo das demandas dos pequenos agricultores, que o Estado de Alagoas conduz uma parceria democrática com as representatividades dos movimentos sociais. A interlocução mais próxima e o atendimento mais gerenciador da proposta já trazem resultados reconhecidos pelas próprias lideranças, que exaltam, sobretudo, o atendimento mais executivo do Governo às reivindicações do segmento agrário.
Desde a intervenção das ações, agora centralizadas no Instituto de Terras e Reforma Agrárias de Alagoas (Iteral), até a resolução do pedido de distribuição de água para membros do Movimento Sem Terra no entorno no Canal do Sertão, o debate aberto garante a ampliação de projetos e investimentos solicitados pelos movimentos. A busca por soluções de demandas ainda não solucionadas reforça o comprometimento conjunto entre Estado e movimentos na execução de políticas públicas que representem o anseio da população. À frente do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Genivaldo Oliveira, o Val, ressalta a relação aberta e respeitosa estabelecida com os representantes estaduais. Além de reconhecer uma atenção especial dada às reivindicações dos movimentos, o líder destaca a interlocução democrática e sem impasses na tentativa de sanar qualquer tipo de entrave existente. “Nós passamos a perceber um atendimento muito mais executivo dos nossos pedidos. Sempre fomos recebidos de forma muito atenciosa e, principalmente, com diálogo bastante aberto. Durante os recentes três dias que os representantes dos movimentos sociais estiveram em Maceió e, inclusive no desfile cívico do 7 de setembro, tivemos encontros pautados na conversa. Fomos ouvidos mais uma vez pelo governador, sem qualquer tipo de problema”, pontua Genivaldo Oliveira. Ao assumir esta nova conduta, a parceria entre os grupos e Estado vive um momento inovador em Alagoas. A primeira mudança foi acabar com a imagem de que as propostas das demandas ficam apenas na promessa e apresentar resultados concretos e positivos aos movimentos. A repercussão já é enaltecida pelas próprias lideranças, que destacam o fomento de um debate mais próximo no fortalecimento das ações da agricultura familiar e o homem do campo. “É claro para nós, que fazemos parte dos movimentos sociais, que o Governo tem manifestado uma intenção de caminhar juntos por novas soluções. A última reunião realizada com representantes estaduais foi muito interessante. Observamos uma mudança de postura muito positiva, alguns entraves pendentes já foram selecionados e ainda aquelas demandas que não foram cumpridas estão sendo ouvidas e recebendo a devida atenção”, ressalta Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT).   Expectativas Os resultados da última audiência, realizada no dia 6 de setembro, repercutiu de maneira ampliada entre os diversos representantes agrários. Aliada a conclusão de obstáculos antigos, a decisão de transferir as demandas dos movimentos ao Iteral foi defendida e comemorada pelas lideranças como mais um avanço na construção de um relacionamento mais próximo entre as entidades estaduais. Coordenando o Movimento Via do Trabalhador, Marcos Antônio, o Marrom reafirma a expectativa de continuar a ampliação e estruturação do diálogo entre os grupos e Governo. “A relação tem sido muito boa. Diferente do que acontecia em outras gestões, que as nossas solicitações se mantinham acumuladas durantes anos, vemos uma atenção inédita ao homem do campo. Os entraves têm sido resolvidos e estamos caminhando para um diálogo cada vez maior”, celebra Marrom. Outro ponto destacado pelas lideranças tem sido a concretização dos compromissos assumidos pelo Governo. Ao colocar em prática as promessas estabelecidas com as categorias, o Estado fomenta a parceria e apresenta uma nova postura incorporada na construção de políticas sociais concretas em Alagoas, como evidencia José Roberto da Silva, da Direção Nacional do Movimento Sem Terra (MST). “Esta relação só é possível porque o Estado compreendeu que o pequeno agricultor, assim como a Reforma Agrária precisam ser inseridos dentro de uma política pública de governo. Nestes primeiros anos de gestão, pudemos observar uma responsabilidade assumida e agora esperamos juntos a concretização destas ações para que esta parceria continue a dar tão certo”, destaca José Roberto.

Fonte: Rafaela Pimentel