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Fórum Estadual MPEs reúne governo e empresas com palestra de especialista
A retomada do Fórum Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, uma iniciativa da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo apoiada pelo Sebrae, aconteceu nesta terça (30). “O atual contexto do ambiente econômico das MPEs” foi abordado o tema pela assessora econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Juliana Serápio. Após falar sobre o cenário nacional, a economista citou alguns dos gargalos de Alagoas.
Segundo Juliana, no cenário macro brasileiro, os juros muito alto ainda representam um impedimento para o retorno do investimento. “É previsto que venham a diminuir, provavelmente, no ano que vem. A inflação deve dar uma trégua”, afirmou.
A assessora econômica da CNC recordou que a queda da atividade começou desde 2013 e se aprofundou no ano passado. Quanto ao crescimento do PIB, há uma expectativa de melhora na atividade. “Uma boa notícia é que a indústria trouxe resultados melhores no mês de julho pelo sexto mês consecutivo. Isso não acontecia desde 2007. É um dado importante para sustentar a confiança”, observou.
Para a economista, o principal problema para o comércio e serviços é o desemprego e deve demorar a responder, pois a estimativa é de que a taxa de desemprego deve continuar a se elevar. “As vagas estão sendo cortadas e isso é um ponto de atenção para o micro e pequeno empresário. O consumo está prejudicado porque as pessoas estão desempregadas”, comentou.
A expectativa no que se refere à inflação é a de que tende a melhorar a partir do próximo ano e, conforme os dados apresentados, a dívida do governo está perto de 70% do PIB. “A despesa primária do governo só tende a aumentar, caso não sejam feitos logo os ajustes fiscais”, ressaltou Juliana.
Sobre as micro e pequenas empresa no Brasil, Juliana afirmou que a maior parte das empresas ativas - quase 92% - são micro e pequenas, sendo a maior parte no Sudeste e 1% em Alagoas.
A assessora econômica disse que é necessária uma melhor estruturação para exportar entre estados e para fora do país. De acordo com ela, o MIDC tem um papel importante no sentido de apoiar.
Dados da Endeavor, organização de apoio a empreendedorismo e empreendedores, em pesquisa realizada em dezembro de 2015 foram utilizados por Juliana. Conforme o levantamento, o Brasil é um dos piores países para se fazer negócios e um dos maiores problemas é a burocracia. A pesquisa foi aplicada em 200 países e avalia acesso a capital, capital humano e cultura. No Nordeste brasileiro, vários pontos preocupam e prejudicam, a exemplo da segurança pública e da infraestrutura.
DEBATE
O Fórum Estadual MPEs foi prestigiado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL). O presidente do Fórum e secretário da Sedetur, Helder Lima, afirmou que se trata de um espaço de debate entre o governo e as empresas privadas.
O coordenador geral de Programas de Apoio a Exportação Ministério da Indústria, Comércio Exterior, Eduardo Weaver, falou sobre o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). O fórum contou com a participação de entidades como a Juceal, FIEA, entre várias outras.
Fonte: Ascom Fecomércio/AL