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Campanha contra hanseníase e verminoses é iniciada

26/08/2016
Campanha contra hanseníase e verminoses é iniciada

A equipe do Programa de Controle da Hanseníase ligada à Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), deu início nesta quinta-feira, às 9h, à Campanha de Combate à Hanseníase e Verminoses. O lançamento oficial ocorreu na Escola Municipal Senador Rui Palmeira, localizada no Vergel do Lago. As ações seguem até meados de novembro em 140 escolas, distribuídas nos oito distritos sanitários da capital alagoana.

Essa é a 4ª edição da campanha que tem o objetivo de divulgar sinais e sintomas da hanseníase e verminoses entre alunos das escolas da rede pública, na faixa etária de 5 a 14 anos, além de detectar e tratar casos positivos de verminoses.

Segundo Vânia Barbosa, coordenadora do Programa de Combate à Hanseníase da SMS, a campanha é uma ação estratégica importante porque possibilita a identificação de famílias e comunidades onde há adultos portadores e transmissores da doença para essas crianças e adolescentes. “Além disso, proporciona diagnósticos precoces, evitando consequências graves como deformidades com o tratamento adequado”, destacou a coordenadora.

Este ano, a estratégia é trabalhar com 140 escolas públicas e promover a avaliação de 36.284 alunos. A meta é tratar 90% dos escolares com o medicamento antiparasitário Albendazol para reduzir a carga parasitária das verminoses e investigar os sinais e sintomas da hanseníase em, no mínimo, 75% dos estudantes, procurando identificar casos suspeitos da doença e referenciar à rede básica de saúde para confirmação do diagnóstico e tratamento.

Ainda de acordo com Vânia Barbosa, a campanha é realizada a partir do próprio ambiente escolar. Numa primeira etapa, é feita a mobilização e orientação de professores e alunos. Em seguida, o encaminhamento das fichas de autoexame – que deverá ser realizado pelos pais, informando a existência ou não de manchas suspeitas – e a distribuição de folhetos educativos.

Para Selma Castro, coordenadora do Programa de Hanseníase da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), é essencial que as pessoas conheçam a doença e se previnam de forma precoce para evitar complicações motoras e neurológicas. “É uma doença que tem cura e identificar os casos de maneira oportuna e precoce é essencial para o sucesso do tratamento”, afirmou.

As crianças também participaram de dinâmicas de grupo onde responderam sobre perguntas sobre as duas doenças, já discutidas previamente em sala de aula com os profissionais de saúde. Ao final da manhã os alunos da escola realizaram uma apresentação de capoeira.

Transmissão

A transmissão se dá através de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele.

A Hanseníase afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos.

Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a doença é mantendo o sistema imunológico eficiente. Ter boa alimentação, praticar atividade física, manter condições aceitáveis de higiene também ajudam a manter a doença longe, pois, caso haja contato com a bactéria, logo, o organismo irá combatê-la.

Outra dica importante é convencer os familiares e pessoas próximas a um doente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem à família nem aos amigos.

Fonte: Ascom/SMS