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Empreendedores do mundo pet são orientados sobre crescimento do setor

25/08/2016

Quase 100 profissionais e empresários do ramo pet marcaram presença, na tarde dessa quarta-feira (24), no auditório do Sebrae em Alagoas, no ‘2º Seminário Estadual de Pet Shop e Clínicas Veterinárias’. Eles vieram de Penedo, Arapiraca e Maceió para ouvir de especialistas novidades sobre técnicas de estética e de gestão desse segmento que não foi tão afetado pela crise financeira do país, porém, precisa investir na qualidade de seus serviços e atendimentos para se destacar diante da forte concorrência do mercado.

A palavra chave do seminário foi inovação, desde as novas técnicas para banho e tosa até um software específico para gestão de pet shops, o Simplesvet. Temas como marketing, atualização, gestão, diversificação e atendimento foram abordados a todo momento pelos palestrantes e pelos próprios participantes, fossem eles veterinários, empresários ou futuros empreendedores em busca de abrir sua própria pet shop.

“Sabemos que em muitas dessas lojas uma mesma pessoa cuida da gestão, negocia com o fornecedor, dá banho e tosa o animal. Não é tarefa fácil para o empresário assumir todos esses papeis. A nossa função aqui no Sebrae é dar suporte a esse público e melhorar as condições de trabalho e a gestão dos negócios, para fortalecer as pequenas empresas”, afirma a gerente da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) do Sebrae em Alagoas, Vanessa Fagá Rocha.

Ela também apresentou a todos as soluções que a empresa oferece através do Projeto Pet e do Sebraetec, para potencializar o desenvolvimento de pet shops e clínicas veterinárias no estado. São oportunidades assim que a empreendedora Kelly Karine de Souza busca neste momento para desenvolver seu pré-projeto e abrir sua pet shop em Maceió.

“Eu trabalho há 10 anos em uma loja e faço de tudo lá. Pretendo investir na área, com a minha própria pet shop, então estou frequentando os eventos que posso, aqui e em Aracaju, para buscar mais informações e desenvolver essa ideia. Vim em busca de mais bagagem na parte técnica e para aprimorar o olhar empreendedor. É preciso ter qualidade e um diferencial no serviço oferecido”, comenta Kelly.

Ronaldo Moraes, diretor técnico do Sebrae em Alagoas, fez coro com a afirmação da futura empresária, alertando, ainda, que as pessoas ligadas a esse segmento devem estar atentas à inovação, aproveitando a oportunidade desse segundo seminário estadual para conhecer as tendências do mercado e o que tem de novo nos outros estados do país.

“O crescimento nesse ramo não é simplesmente para aquele pet shop que dá um banho, que corta as unhas do animal, que faz um penteado. Hoje, se ampliaram muito as possibilidades. Tem hotelzinho até com área de lazer para os animais, serviços dermatológicos, enfim. É uma gama de produtos muito grande, que não torna fácil que as empresas se destaquem em um mercado tão dinâmico. E por trás disso ainda tem o lado sentimental, do dono e do animal. São negócios que mexem com o sentimento das pessoas”, defende Ronaldo.

‘Trabalhar com o desejo’

Entre os participantes do ‘2º Seminário Estadual de Pet Shop e Clínicas Veterinárias’, um nome se sobressaía entre os palestrantes: Sérgio Lobato. Conhecido em todo o país como um especialista na gestão de clínicas e pet shops, Lobato fez a explanação de encerramento do evento e, como bom inovador, deixou várias questões entre o público e não entregou ‘respostas fáceis’.

“O mercado pet está crescendo quantitativamente, mas qualitativamente não, e é aí que entra a gestão. Hoje em dia, quem ficar se escorando em necessidade vai trabalhar em um nível basal. Aqui, a gente vai ter que aprender a trabalhar no nível do desejo”, alerta, para logo desfazer também outro ‘mito’ da área. “Outra briga que eu tenho é sobre essa mania de dizer que o animal é sempre membro da família. Ele é importante para aqueles que colocam o animal num patamar elevado, mas nem todos são assim. O bom gestor conhece e reconhece a necessidade do seu cliente porque ele sabe em que patamar da relação homem-animal esse cliente está. Aí, sim, ele aplica de uma maneira correta esse conceito da qualidade, do foco no bem estar do animal, nas necessidades do cliente”, completa o especialista.

Foi em busca de insights assim que a empresária Fátima Dilene, há 22 anos na área pet, veio de Penedo para o seminário com um funcionário e o veterinário de sua loja. Ela participa do Projeto Pet do Sebrae e é atendida em diversas outras soluções pelo Escritório Regional de Penedo.

“Em relação ao que tínhamos antes, hoje, posso dizer que evoluímos muito. Temos uma nova loja há um ano e meio, não sentimos ainda tanto o impacto dessa crise, mas não dá para ficar parado. Eu já conhecia o Sérgio Lobato, só que nunca tinha visto em eventos, então vim em busca de aprender mais sobre marketing, sobre como alavancar as vendas e como apresentar produtos que tenho, que sei que são bons, além de promover essas vendas para meus clientes”, explica Dilene.

Essa dúvida é o que Sérgio Lobato chamou de ‘trabalhar no nível da necessidade’, em contraposição ao ‘trabalhar no nível do desejo’, e que apenas o empreendedor pode fazer por si e seu negócio, com uma mudança de atitude e de visão.

“Por exemplo, a clínica veterinária que oferta vacina está trabalhando no nível da necessidade. Agora, o médico veterinário que entender que ele está oferecendo um completo programa de imunização e proteção familiar, com toda a interação que a aplicação de uma vacina tem na prevenção de doenças, do controle de zoonoses e do bem-estar daquele animal, aí ele trabalha no nível do desejo. Eu não trabalho só vendendo ração, eu vendo nutrição. Eu não vendo vacina, eu oriento sobre imunização. São coisas diferentes”, conclui Lobato.

Fonte: Ascom Sebrae Alagoas