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Parceria com loja de produtos naturais leva Feira de Orgânicos a Ponta Verde

24/08/2016
Parceria com loja de produtos naturais leva Feira de Orgânicos a Ponta Verde

A partir de 26 de agosto, Maceió vai ganhar uma nova feira de produtos orgânicos, a cada sexta-feira, das 8h às 12h, no estacionamento da Loja Mundo Verde, no bairro da Ponta Verde. Essa feira, contudo, representa mais uma inovação alagoana, pois é fruto de uma parceria firmada entre os empresários da loja e produtores do Arranjo Produtivo Local (APL) Fruticultura no Vale do Mundaú, que vão fazer a venda direta de frutas, hortaliças e raízes sem agrotóxicos para os consumidores, a primeira iniciativa do tipo entre os mais de 400 pontos da franquia no país.

A parceria foi articulada pelo Sebrae em Alagoas e pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), procurados pelo empresário Diogo Holanda Pinheiro, que buscava atender à demanda de seus consumidores por produtos naturais e solicitou às instituições indicação de agricultores orgânicos. Após reuniões e visitas ao ponto comercial – na Rua Engenheiro Mário de Gusmão, 440 – ficou acordada a participação de seis famílias da Cooperativa da Associação Agroecológica de Santana do Mundaú (Ecoduvale) e da Associação dos Moradores do Assentamento Dom Hélder Câmara, em Murici, em cinco barracas padronizadas, adquiridas pela Mundo Verde.

Dessa forma, a cada semana, os fruticultores vão poder entrar em contato direto com os consumidores da região para vender suas hortaliças e produtos beneficiados, com selo de orgânico e cadastrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). São frutas, raízes, tubérculos, hortaliças e plantas medicinais, entre os produtos in natura, e frutas desidratadas, doce cristalizado da casca da laranja, bolos de raízes e tapiocas, entre os beneficiados.

“Essa parceria servirá como abertura de novos mercados para os produtores. O público da Mundo Verde é ávido por produtos naturais, e sentia falta, sobretudo, de folhosas orgânicas sem agrotóxicos. A parceria não tem um prazo definido. A princípio, a feira será realizada na sexta, porém, mais na frente, havendo volume, será realizada em outro dia da semana”, informa Manoel Ramalho, analista da Unidade de Agronegócios (UAGRO) do Sebrae em Alagoas.

A importância dessa cooperação, tanto para os produtores como para os moradores do bairro, foi reforçada por Valdelane Tenório, gestora do APL Fruticultura no Vale do Mundaú. "A valorização desse modelo de produção é uma luta diária não apenas de quem produz, mas dos parceiros envolvidos. A feira vai ser muito importante para a aproximação do produtor orgânico com o consumidor, e é um estímulo para que eles continuem nesse trabalho de aperfeiçoamento”, defende.

O APL Fruticultura no Vale do Mundaú é formado por aproximadamente 1.300 fruticultores distribuídos pelos municípios de Murici, Branquinha, União dos Palmares, São José da Laje, Ibateguara e Santana do Mundaú. O aumento do consumo de orgânicos e o acesso a novos mercados são avanços importantes para esse grupo, mas eles não são os únicos beneficiados em uma produção livre de agrotóxicos e aditivos químicos.

“Os sistemas de produção orgânica adotam práticas que contemplam o uso saudável e responsável do solo, da água, do ar e de toda a biodiversidade, de modo a reduzir as formas de contaminação e desperdícios desses alimentos. É observado que o produtor orgânico sabe a importância da preservação dos recursos naturais e que seu uso racional é fundamental para todos nós”, finaliza Valdelane.

Responsabilidade social

Outro viés de sustentabilidade da nova feira orgânica é o contato direto entre os agricultores e o público, sem atravessadores. Segundo Diogo Pinheiro, algumas poucas lojas da Mundo Verde no país oferecem hortaliças a seus clientes, mas revendendo na loja o que foi entregue pelos produtores. Em Maceió, o espírito inovador alagoano se mostra mais uma vez ao eliminar a figura do atravessador nessa negociação e destacar o papel social do empreendedorismo.

“Nossa contrapartida é ceder espaço e oferecer as barracas. Não vamos ter nenhum lucro da venda, pois vai ser direta entre produtores e público. É algo bom para as duas pontas. De um lado, ajuda as famílias de agricultores no acesso a novos consumidores e a ter uma venda mais lucrativa, aumentando seus rendimentos. E, do outro lado, o nosso cliente vai ter acesso a um produto fresco, sem agrotóxico, com mais saúde e qualidade de vida, que é o que procuramos ofertar”, complementa o empresário.

Fonte: Agência Sebrae Alagoas