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Obras do Canal do Sertão Alagoano têm sobrepreço, aponta TCU

23/08/2016
Obras do Canal do Sertão Alagoano têm sobrepreço, aponta TCU

TCUO Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria na Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional (SIH/MI) e na Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado de Alagoas (Seinfra/AL). O trabalho fiscalizou as obras do Canal Adutor do Sertão Alagoano, que obtiveram recursos legais de aproximadamente R$ 87,5 milhões.

O Canal Adutor do Sertão Alagoano tem início no município de Delmiro Gouveia e termina no município de Arapiraca, em uma extensão total de 250 km. As obras dos primeiros 150 km foram divididas em cinco trechos. Os trechos 1 e 2 estão encerrados e a auditoria foi realizada em contratos dos trechos 3, 4 e 5.

No trecho 3 o tribunal constatou que aditivos contratuais resultaram em 83,0% de acréscimos e 63,1% de reduções em relação ao valor inicial atualizado do contrato, o que extrapolou o limite legal de 25% de acréscimo estabelecido na Lei de Licitações.

Em relação aos trechos 4 e 5, o TCU havia determinado, anteriormente, que a Seinfra/AL adotasse providências para a repactuação dos contratos, com vistas à adequação dos preços unitários contratuais aos limites máximos de preços. A repactuação resolveria os problemas de sobrepreço de R$ 33,9 e R$ 48,3 milhões, respectivamente, apontados nos contratos dos trechos 4 e 5, bem como os sobrepreços decorrentes dos termos aditivos celebrados posteriormente. Além disso, deveria ser promovido o desconto nas futuras medições dos valores indevidamente pagos. Apesar disso, as repactuações ainda não foram concretizadas.

Em consequência dos trabalhos, o TCU informou à Secretaria de Estado da Infraestrutura de Alagoas e à Procuradoria Geral do Estado de Alagoas que deverão ser adotadas medidas internas para prevenir ocorrências semelhantes em relação aos aditivos contratuais. Uma delas é a compensação entre acréscimos e supressões para fins de observância dos limites estabelecidos na Lei de Licitações.

O relator do processo é o ministro Raimundo Carreiro.

Fonte: Ascom TCU