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Dissídio entre Casal e Urbanitários deverá ser julgado no TRT/AL

16/08/2016
Dissídio entre Casal e Urbanitários deverá ser julgado no TRT/AL

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado (Urbanitários) não chegaram a acordo em mais uma audiência de tentativa de conciliação em dissídio coletivo realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL) na manhã desta segunda-feira (15.08). Os trabalhadores não aceitaram a proposta apresentada pela Casal, que ofereceu um reajuste de 3,09%, a incidir  sobre todas as verbas salariais, com exceção  do plano de saúde.

O processo seguirá para julgamento pelo Pleno do TRT/AL. A audiência foi conduzida pela vice-presidente do TRT/AL, desembargadora Eliane Arôxa, que determinou que o processo fosse distribuído para a escolha do relator e do revisor no prazo de seis e três dias, respectivamente.

Em atendimento à proposta da desembargadora Eliane Arôxa, a categoria deliberou pela manutenção da suspensão da greve. Contudo, manterá  estado de assembléia permanente com a possibilidade de retomar o movimento.

Negociação - A Casal alegou que, em razão da difícil situação econômica e administrativa enfrentada pelo Estado, não foi possível oferecer um percentual maior. Justificou também que a Companhia registrou prejuízo de R$ 77 milhões nos últimos dois anos e que, atualmente, a dívida com a Eletrobrás está em torno de R$ 240 a  250 milhões de reais.

Ainda de acordo com a diretoria da Casal, o processo de negociação da dívida do Estado com a União é outro fator que impede um percentual maior de reajuste e, em razão disso, a Companhia não pode realizar uma negociação distinta das que vêm sendo feitas com os demais servidores do Estado.

Já o sindicato da categoria, entre suas ponderações, ressaltou que, com base nos relatórios gerenciais da empresa constantes nos autos, os números com o pessoal estão bem abaixo do montante geral da arrecadação, ou seja, em torno de 25%. Lembrou ainda que a Companhia reajustou sua tarifa  em 27% no ano de  2015 e em 16,5% em 2016, totalizando 47,95% de reajustes. Por conta disso, segundo o Sindicato, não se justifica uma proposta inferior ao postulado pelos trabalhadores

Por fim, o Sindicato afirmou aceitar a proposta que consta no parecer do Ministério Público do Trabalho, que é de 10%, com incidência sobre todas as cláusulas econômicas.

Fonte: Ascom TRT/AL