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Técnica é utilizada em casos específicos

15/08/2016
Técnica é utilizada em casos específicos

A equipe de cirurgiões e hemodinamicistas da Santa Casa de Maceió optou por um procedimento endovascular conhecido como “chaminé” para evitar as fatais consequências de um possível rompimento da artéria aorta.

Com um quadro de aneurisma de aorta abdominal, o paciente apresentava um problema adicional: parte das paredes da artéria precisava estar sadia para receber a prótese, o que não era o caso, segundo os exames. A questão é que a implantação da prótese nesta situação levaria ao bloqueio do fluxo sanguíneo para os rins.

A solução encontrada pela equipe da Santa Casa, então, foi implantar dois stents garantindo a passagem de sangue para o sistema renal, justamente a técnica chaminé. “Ela se chama assim porque a visualização do procedimento assemelha-se a uma chaminé”, explicou o cirurgião cardíaco Francisco Siosney.

Outra vantagem da intervenção é que se trata de um procedimento minimamente invasivo, que utiliza cateteres e pequenas incisões para chegar até a artéria prejudicada.

“Desta forma, se reduzem os riscos de intercorrências e os custos e os pacientes podem ter alta e recuperação mais rápidos se comparados com a cirurgia aberta”, comentou o cardiologista Amilson Pacheco, um dos coordenadores do Serviço de Hemodinâmica junto com cardiologista intervencionista Leilton Luna Junior.

Em 2016, a Santa Casa de Maceió tratou mais de 30 casos de doença da aorta. Segundo o cirurgião cardíaco Francisco Siosney, o caso clínico, inclusive, será apresentado em breve em congresso científico na Universidade de Campinas (Unicamp).

Fonte: Ascom Santa Casa de Maceió