Geral
Jornalistas relembram conquistas nos Jogos Estudantis
01/08/2016
O jornalismo corre nas veias de ambos e os pilares do seu cotidiano são apuração, redação, revisão e edição. No entanto, neste período em que se iniciam as disputas de mais uma edição dos Jogos Estudantis de Algoas (Jeal), os jornalistas Dulce Melo e Petrônio Viana relembram os dias em que, no lugar de ‘correr atrás da notícia’, corriam atrás de uma bola, defendendo, respectivamente, a Escola Estadual Bom Conselho, Colégio de São José e Marista. Um período que marcou para sempre a vida de ambos.
Por mais de dez anos, Petrônio Viana integrou a equipe de handebol masculino do Marista, onde estreou no início em 1990, já com o título mirim dos Jogos dos Colégios Particulares de Alagoas (Jecop). Canhoto habilidoso, transitava com facilidade até mesmo nas equipes acima da sua faixa etária e, ao lado de seus companheiros, conquistou 36 medalhas em sua trajetória esportiva. Dentre elas, o ouro no handebol juvenil masculino no Jeal de 1996.
“Naquela época, Marista e São José eram a base da seleção alagoana de handebol. Rivalidades à parte, fora da quadra, éramos todos amigos”, recorda.
Já Dulce competiu tanto no atletismo como no basquete. No entanto, foi o esporte das cestas, lances livres e rebotes que cativou a menina de Santana do Mundaú quando, aos dez anos, chegou a Maceió para estudar no Colégio Bom Conselho.
“Nunca tinha visto uma quadra de perto e aquela armação gigante com um aro e uma rede me fascinava. Inicialmente, optei pelo handebol, mas depois mudei para o basquete e foi a decisão certa”, lembra.
Nos anos 80, Dulce foi campeã do basquete por quatro anos consecutivos: foram dois títulos pelo Bom Conselho e mais dois pelo Colégio de São José, para onde se transferiu posteriormente.
“No Bom Conselho, nosso técnico era o professor Gilson Calheiros e, por duas vezes, vencemos a equipe o São José. Quando eu e mais duas amigas nos transferimos para o São José, a situação se inverteu”, conta.
Lições do esporte - Um breve passeio pelo Cepa, sede da abertura oficial do Jeal 2016, traz inúmeras recordações a Petrônio. “Treinávamos no Moreira e Silva e, para ganhar condicionamento físico, costumávamos dar 20 voltas completas no complexo. O ginásio do CDR também traz lembranças especiais, pois aqui tivemos muitas vitórias”, diz.
Para Petrônio, o handebol lhe proporcionou aprendizados que adquiriu para toda uma vida. “O esporte lhe ensina que, para alcançar seus objetivos, é preciso ter foco, traçar um planejamento. Nas derrotas, aprendemos o poder da superação e, nas vitórias, o reconhecimento do mérito e a humildade”, aponta.
Dulce tem opinião similar. “O esporte me deu como lição que somos capazes de superar qualquer limitação; que, para conquistar, é necessário buscar e, principalmente, de que nada podemos sozinhos”, enumera.
Amizades – Até hoje, Dulce e Petrônio mantém contato com os antigos companheiros de equipe e, eventualmente, disputam algumas partidas. Foram amizades consolidadas para toda uma vida, explicam.
“Os amigos que fiz no Marista são amigos até hoje. Nosso técnico Rubens Viana, o Rubão, é um segundo pai que nos ensinou muita coisa. Quando meu filho Bento nasceu, ele foi uma das primeiras pessoas a quem o apresentei”, revela Petrônio, que torce para que o filho siga seus passos. “Assim que ele crescer mais, quero apresentá-lo à prática esportiva. Tomara que a escolha dele também seja o handebol”, brinca.
Dulce e as amigas do Bom Conselho e São José também se encontram até hoje em desafios que envolvem ainda o hoje extinto Colégio Sagrada Família. “A sensação de competir no Jeal era fantástica. Era emocionante pisar num ginásio lotado com torcidas gritando nossos nomes. E além destas alegrias, o basquete me deu amizades que ficaram para sempre”, declara.
Fonte: Ana Paula Lins/Ascom Jeal
Últimas notícias
1