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Hepatites: seminário discute prevenção, diagnóstico e tratamento
Profissionais de saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) participaram, na manhã desta quinta-feira (28), no auditório do órgão, do Seminário de Atualização sobre Prevenção, Diagnóstico e Tratamento das Hepatites Virais. A ação marca o Dia Mundial de Combate à Hepatite, celebrado em 28 de julho, e integra a semana de luta contra as hepatites, que contou com diversas atividades de prevenção para a população.
De acordo com Isabel Araújo, técnica de vigilância epidemiológica do município, as ações da vigilância têm buscado elevar os índices de notificação da doença. “Estamos sempre promovendo capacitações, treinamentos, buscando descobrir portadores de hepatites, identificando seus comunicantes, realizando atividades educativas com a população para o correto tratamento da água ou para o uso de preservativos e também ações com profissionais como manicures, pedicures e tatuadores”, destacou.
Ao todo, 50 unidades fazem o teste rápido para detectar a doença e os casos positivos já são notificados para os serviços de vigilância epidemiológica e encaminhados para o tratamento nas unidades de referência em tratamento pelo SUS, que são o Hospital Escola Helvio Auto, Hospital Universitário e Bloco I do PAM Salgadinho. Esse ano, a campanha traz como tema “Conhecer a hepatite, agir agora” e busca ampliar as informações sobre infecção junto à população.
Segundo a gerente técnica-médica do Hospital Escola Helvio Auto, Rosileide Alves, a hepatite B ocorre por transmissão sexual, contato com sangue e fluidos contaminados, estando presente em sêmen, saliva e secreção vaginal. “Devido a esse contato, deve-se atentar para a prática de relações sexuais protegidas. Em Maceió, temos 7,6% da população testada com sorologia positiva. Esse vírus pode evoluir e causar cirrose hepática e câncer de fígado”, explicou.
O tratamento para hepatite B não erradica por completo o vírus, mas consegue suprimir a replicação viral, melhora a bioquímica do organismo e detém a progressão da doença para cirrose. Após diagnóstico e tratamento na fase aguda, os adultos tem 95% de chances de cura, já as crianças apenas 5%.
Em relação à hepatite C, ela é considera uma epidemia emergente e um dos maiores problemas de saúde pública, ocorrendo por transmissão parenteral por meio de transfusão de sangue, hemodiálise, usuários de drogas ilícitas e material contaminado. A hepatite A acomete mais crianças em idade escolar e ocorre por transmissão oral-fecal e contato com água e alimentos contaminados, tendo relação direta com más condições de saneamento básico.
Fonte: Ascom SMS