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Diretoria do Sebrae e prefeito Rui Palmeira discutem descarte de resíduos
Representantes do Sebrae em Alagoas e do Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast) participaram, nessa quarta-feira (20), de uma reunião com o prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Durante o encontro, os representantes das instituições discutiram projetos, propostas e formas de melhorias para a realização da coleta seletiva e o descarte de resíduos sólidos em toda a cidade.
De acordo com Rui Palmeira, a união dessas instituições em prol de uma cidade mais limpa deve se dar com ações e políticas públicas, além da conscientização e da criação de uma cultura da coleta seletiva na população maceioense. O gestor também lembrou algumas ações da Prefeitura, como a construção do Ecoponto, local feito para receber restos de poda e refugos da construção civil.
“Temos que conscientizar a população para que todos contribuam. Quando as pessoas se engajam, a gente enxerga melhores resultados, menos lixo nas ruas. A ideia é espalhar mais estações de reciclagem em contêineres pela cidade. Temos que integrar as cooperativas também, e o Sebrae é um parceiro importante nesse processo, assim como será em outras ações que já fazemos”, afirma Rui Palmeira.
Ronaldo Moraes, diretor técnico do Sebrae em Alagoas, destacou a importância da reunião e os benefícios da parceria entre o Sebrae, Prefeitura Municipal de Maceió, Sinplast e catadores da cidade.
“Essa foi uma excelente oportunidade para centralizarmos nossas diversas iniciativas, como o nosso projeto de plástico, em que trabalhamos com várias empresas, e o projeto de reciclados, que reúne cooperativas com pessoas de baixa renda. Esse tema da reciclagem tem uma grande relevância social e para a sustentabilidade. Além disso, essa parceria com a Prefeitura tem uma convergência com os dois temas, tanto na geração de renda como também na questão do meio ambiente. É uma parceria em que todos sairão ganhando”, reforça o diretor técnico.
Gilvan Severiano Leite, presidente do Sindplast, sugeriu que fosse criado um seminário para que as cooperativas, a Prefeitura e outros órgãos possam conhecer iniciativas de reciclagem que deram certo em estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O presidente falou, também, sobre um gargalo que ainda preocupa o segmento.
“Uma das grandes dificuldades de trabalhar com catadores de reciclados é a questão da informalidade que ainda envolve o segmento. Com a atuação do Sebrae e do poder público, esse cenário pode mudar. É importante que a gente compartilhe ações que deram certo em outros municípios do Brasil”, argumenta Gilvan.
Sebrae e as cooperativas
Na oportunidade, Everaldo Figueiredo, gerente da Unidade de Indústria (UIND) do Sebrae em Alagoas, destacou a atuação do Sebrae junto às cooperativas que envolvem o descarte de lixo. A instituição promove capacitações, cursos e oficinas para esse público, que engloba a Cooperativa de Reciclagem de Alagoas (Cooprel), a Cooperativa de Catadores da Vila Emater (Coopvila) e a Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum). Em média, cada uma delas conta com 80 catadores, que chegam a ganhar entre R$500 e R$600 somente reciclando materiais que seriam prejudiciais ao meio ambiente.
“O trabalho desses catadores tem servido como alternativa para a diminuição do lixo que é destinado ao aterro sanitário da cidade. E o trabalho do Sebrae junto a eles tem contribuído com as ações da Prefeitura, que é a principal responsável por criar novas políticas e dar a destinação correta aos resíduos sólidos”, enfatiza.
Fonte: Agência Sebrae Alagoas