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Produtores da CPLA relatam experiências em reuniões em Brasília/DF

12/07/2016
Produtores da CPLA  relatam experiências em reuniões em Brasília/DF

1272016_784Longe da rotina da ordenha e manutenção do pasto, os produtores da Cooperativa de Produção Leiteira (CPLA), Cícero Leite, do assentamento Cajá dos Negros, e Ana Gonçalves, tiveram dias memoráveis de sua história na produção leiteira na última semana.

À convite do presidente da CPLA, Aldemar Monteiro, eles viajaram à capital federal, Brasília/DF,representando os 4 mil produtores da CPLA, acompanhando a comitiva alagoana que percorreu três ministérios para pedir a continuidade do Programa do Leite em Alagoas.

Pela primeira vez em Brasília/DF, Ana foi uma das mais entusiasmada em estar tão pertinho do centro do poder brasileiro. “Hoje eu estou aqui brigando pelo meu diteiro diretamente, cara a cara com deputado, senador e isso graças ao Programa do leite”, disse Ana após participar de uma bateria de reuniões com a presidência da Conab, equipes do Ministério da Integração Nacional, Ministério do Desenvolvimento Social e Secretaria especial da agricultura familiar e reforma agrária.

“Tô brigando para que ele não acabe, para que eu possa crescer cada vez mais e não voltar a ser escrava dos grandes laticínios”, emendou Ana dizendo que o Programa do Leite não pode acabar.

Cícero Leite, mais tímido e de poucas palavras, porém de grande liderança entre os produtores, comemorou a permanência do Programa assegurada pelo ministro do Desenvolvimento Social (MDS), Osmas Terra. “No Sertão de Alagoas, principalmente lá no assentamento, o programa ajudou bastante. Porque a gente não tinha esse produto, o leite. Via os outros produzir, os fazendeiros produzir, mas a gente não tinha. Então, qual era a missão da gente? Amanhecer o dia, botar a enxada nas costas e ganhar o dia em serviço para comprar o quilo de açúcar para as crianças”, relatou Cícero.

Para a comunidade quilombola de Cajá dos Negros a realidade, com o Programa do Leite, foi transformada: “Hoj, nós, graças a Deus, temos a nossa pequena renda para sobreviver”, desabafou.

Fonte: Ascom CPLA