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Importância dos testes na produção de softwares é tema de palestra no ITEC
11/07/2016
Imagine que você vai comprar um carro e recebe a orientação de levá-lo sem fazer o teste drive. Provavelmente, o senso comum faz pensar que isso é fora de cogitação, pois poderia ocasionar sérios problemas. No âmbito industrial, os produtos são testados em busca da perfeição do resultado final. Na produção de softwares, ferramentas essenciais, em todos os setores, nos últimos tempos, não é diferente.
“Desenvolvimento Guiado Por Testes - Test Driven Develpment (TDD/BDD)” foi o tema da palestra que aconteceu nesta sexta-feira (8) no auditório do Itec, no evento Sexta do Conhecimento, para técnicos e colaboradores do Instituto. A palestra foi ministrada pelo analista de sistemas Adalberto Brito, que tratou sobre a importância dos testes na qualidade final do software, as ferramentas utilizadas e as variações que existem desta metodologia.
Desenvolvimento guiado por testes é uma técnica criada para que o software tenha uma qualidade final bem superior ao desenvolvido, sem a aplicação de testes. É de suma importância não apenas para o desenvolvedor como também para o cliente, pois um sistema com testes passará segurança suficiente para uma possível futura alteração no seu conteúdo, visto que ao fazer qualquer correção o teste tende a sinalizar quaisquer falhas.
Para escrever testes, os códigos dos softwares são separados em pequenos pedaços e testados, facilitando no auxílio de erros e deixando a aplicação principal mais flexível. Em relação a construção do ambiente de teste, cada linguagem de software tem alguma ferramenta em particular, mas em geral são intituladas como frameworks de teste.
“O Itec está em fase de implantação, de amadurecimento da ideia. Estamos evoluindo bastante, pois já existe toda uma estrutura preparada pra receber os testes, na parte de integração contínua. Com certeza isso diminuirá bastante os futuros problemas que aparecem nas aplicações, aumentando a qualidade dos softwares que desenvolvemos” explicou Adalberto Brito.
O natural é que o código seja produzido e na sequência sejam realizados os testes. Ledo engano. Ainda de acordo com o analista, a prática mais recomendada é justamente o contrário.
“Na verdade, para que a técnica de TDD realmente seja utilizada, é necessário que o teste surja antes do código. É uma das premissas dessa metodologia, auxiliando assim na criação de um código mais limpo, coeso, pois só existirá código objetivo, ao que a funcionalidade preza”, concluiu o técnico.
TDD, BDD, DDD – quais as diferenças?
A explicação não é tão complicada como o número de siglas e sua sonoridade. BDD e DDD são evoluções do TDD.
BDD - Behavior Driven Development (Desenvolvimento Guiado por Comportamento ou Orientado a Comportamento) é guiado pelo comportamento que o sistema deve apresentar, ou seja, é criado um requisito de software (alguma função que o programa deve executar) e determinado um comportamento esperado para o sistema nessa situação do requisito. O teste vai sinalizar como fazer o software, cada vez mais, atender ao comportamento solicitado.
Já o DDD – Domain-Driven Design (Desenvolvimento Guiado por Design ou Desenvolvimento orientado a Domínio) se utiliza do domínio de software para execução dos testes. DDD possibilita alinhar o código com o negócio, e exige completa integração de analistas e programadores, para que não haja a projeção de um modelo da parte dos analistas e arquitetos que não seja implementável ou um programa feito pelos desenvolvedores que não sirva ao domínio, pois não obedece aos requisitos planejados pelos analistas.
Sexta do Conhecimento
O projeto desenvolvido pela Gerência de Desenvolvimento (Gerd) tem o propósito de realizar a integração entre os membros técnicos do órgão e parceiros de Tecnologia da Informação. Por meio de palestras e minicursos da área de T.I. e gerenciamento de projetos.
A cada sexta-feira, um novo tema sobre o universo das tecnologias entra na pauta de discussão dos participantes. As palestras estão sendo transmitidas online, pelo Google Hangouts e, também, estão disponíveis para quem preferir deixar para assistir posteriormente.
Fonte: Isaac Moraes/Ascom Itec
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