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Em Maceió, pet shops e clínicas veterinárias são tendência de negócio
O Brasil tem uma população de 106 milhões de animais domésticos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o que movimentou pelo menos R$ 16 bilhões em 2014 e colocou o país em segundo lugar no ranking mundial do mercado de pets. Em Alagoas, o cenário também é bastante promissor, de acordo com o estudo ‘O mercado de pet shops e clínicas veterinárias em Maceió’, desenvolvido pelo Sebrae em Alagoas.
A pesquisa traz dados sobre o mercado de pets no Brasil, no Nordeste e em Maceió, ressaltando o número de pet shops e clínicas na capital alagoana, as principais tendências de mercado, mark-up (margem de lucro), categorias de produtos, além de dicas importantes para os empreendedores do setor se posicionarem no mercado.
Segundo o levantamento, Maceió conta, atualmente, com 46 pet shops, 32 clínicas especializadas no tratamento de animais, 12 consultórios e dois hospitais veterinários. Nos bairros nobres da capital, que contam com os preços mais altos, o gasto médio por consumidor nesses estabelecimentos chega aos R$ 150 por visita. A procura é por produtos e mix de maior valor agregado. Já nos bairros periféricos, o que gera maior lucro para os pet shops é a venda de ração popular (granel) e o serviço de pet care, principalmente a venda de shampoos e perfumes.
Gustavo Lopes, empresário da distribuidora de produtos Pet Planet, que atua desde 2009 em Maceió, enfatizou que já conheceu soluções e participou de diversos cursos e seminários oferecidos pelo Sebrae, entre eles os da metodologia 5S, de planejamento estratégico e Cultlíder, ferramentas que foram essenciais para desenvolver e posicionar o seu negócio no mercado maceioense. O empreendedor também falou sobre o mercado de pets shops e clínicas veterinárias da capital.
“O mercado de pet shops e clínicas de Maceió ainda precisa ser aprimorado. Os empresários precisam encarar seus negócios como uma empresa de verdade, com visão comercial e empreendedora, profissionalizando mais a parte de gestão e recursos humanos. Quem investe em gestão, acaba tendo retorno mais rápido. Outro fator é a mudança de cultura. É necessário que os empreendedores locais se preocupem em oferecer serviços com mais qualidade, sempre capacitando suas equipes”, frisa Gustavo.
Amanda Pinto, analista da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae em Alagoas, destacou que a instituição atende cerca de 30 empresas do segmento, com foco em gestão empresarial e trabalhos de capacitação individuais e coletivos.
“O segmento de pet shops é extremamente promissor em Maceió. Mas, para o empreendedor do ramo, recomendamos que ele fique sempre atento às regulamentações necessárias e conectado às tendências que o mercado apresenta, buscando ser sempre competitivo no mercado”, analisa Amanda.
O estudo é fruto do Projeto AL Sebrae Negócios, desenvolvido pela Unidade de Acesso a Mercados (UAM) do Sebrae em Alagoas, com apoio de um consultor credenciado, a partir de demandas dos projetos da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) e do atendimento difuso na Unidade de Atendimento Empresarial (UAE).
Categorias de produtos e mark-up
Entre as categorias de produtos ofertados no mercado maceioense e encontrados pela pesquisa estão as rações e petiscos (pet food) – produtos com pouca margem de lucro, mas de grande procura, com diversidade de tipos, preços e fornecedores. Em Maceió, existem distribuidores especializados das maiores marcas multinacionais, como Purina, Pedigree e Royal Canin; acessórios e higiene (pet care) – também de grande procura.
As margens de lucro são medianas, os preços e as marcas são diversificados e os principais acessórios de venda são coleiras, roupas, adereços, areia, tapetes higiênicos, brinquedos, cama para animais e bebedouros; medicamentos veterinários – produtos que necessitam de maiores cuidados para a venda, com acondicionamento e prazo de validade verificados. Geralmente, a venda de medicamentos está associada aos serviços veterinários no negócio.
A margem de lucro para as pet foods é de 30% a 40%; já para os produtos de pet care chega a ser de 70% a 100%. Além do mais, os serviços de banho e tosa e de clínica chegam a ser os que conseguem as melhores margens, apesar de serem as fontes de receitas que apresentam os maiores riscos.
Principais tendências e como se posicionar no mercado
Segundo o estudo, estão entre as principais tendências de mercado: adestramento especializado; emergência veterinária 24 horas; psicologia animal; academias de ginástica e clubes de lazer; tecnologia de ponta com equipamentos avançados (mapeamento da circulação sanguínea e identificação de tumores); comida gourmet congelada; cuidador por um dia (day care); terceirização de limpeza doméstica; pet shop móvel, com atendimento de serviços em domicílio; e boutique canina com produtos e serviços de grife.
Sobre o posicionamento no mercado, a publicação indica que o empreendedor deve ficar em sintonia com as macrotendências do varejo, customizar o serviço para se diferenciar das outras lojas, ter um posicionamento claro e bem comunicável e trabalhar o atendimento da loja para obter a confiança do dono do animal.
Dicas importantes para empreendedores de pets shops e clínicas veterinárias
- Visualize seu pet shop como uma empresa;
- Busque sempre o aprendizado dos processos de gestão para o seu negócio;
- Utilize o Marketing de Relacionamento buscando fidelizar o cliente;
- Use a criatividade, diversificando os produtos e serviços oferecidos;
- Visite feiras e exposições do mercado de pet shops para conhecer de perto as novas tendências;
- Procure regulamentar o seu negócio, por meio de registros legais, assim, você garante posicionamento de mercado e a confiança dos clientes.
Fonte: Agência Sebrae Alagoas