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Em Maceió, pet shops e clínicas veterinárias são tendência de negócio

07/07/2016
Em Maceió, pet shops e clínicas veterinárias são tendência de negócio

PETSHOP.DivulgaçãoO Brasil tem uma população de 106 milhões de animais domésticos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o que movimentou pelo menos R$ 16 bilhões em 2014 e colocou o país em segundo lugar no ranking mundial do mercado de pets. Em Alagoas, o cenário também é bastante promissor, de acordo com o estudo ‘O mercado de pet shops e clínicas veterinárias em Maceió’, desenvolvido pelo Sebrae em Alagoas.

A pesquisa traz dados sobre o mercado de pets no Brasil, no Nordeste e em Maceió, ressaltando o número de pet shops e clínicas na capital alagoana, as principais tendências de mercado, mark-up (margem de lucro), categorias de produtos, além de dicas importantes para os empreendedores do setor se posicionarem no mercado.

Segundo o levantamento, Maceió conta, atualmente, com 46 pet shops, 32 clínicas especializadas no tratamento de animais, 12 consultórios e dois hospitais veterinários. Nos bairros nobres da capital, que contam com os preços mais altos, o gasto médio por consumidor nesses estabelecimentos chega aos R$ 150 por visita. A procura é por produtos e mix de maior valor agregado. Já nos bairros periféricos, o que gera maior lucro para os pet shops é a venda de ração popular (granel) e o serviço de pet care, principalmente a venda de shampoos e perfumes.

Gustavo Lopes, empresário da distribuidora de produtos Pet Planet, que atua desde 2009 em Maceió, enfatizou que já conheceu soluções e participou de diversos cursos e seminários oferecidos pelo Sebrae, entre eles os da metodologia 5S, de planejamento estratégico e Cultlíder, ferramentas que foram essenciais para desenvolver e posicionar o seu negócio no mercado maceioense. O empreendedor também falou sobre o mercado de pets shops e clínicas veterinárias da capital.

“O mercado de pet shops e clínicas de Maceió ainda precisa ser aprimorado. Os empresários precisam encarar seus negócios como uma empresa de verdade, com visão comercial e empreendedora, profissionalizando mais a parte de gestão e recursos humanos. Quem investe em gestão, acaba tendo retorno mais rápido. Outro fator é a mudança de cultura. É necessário que os empreendedores locais se preocupem em oferecer serviços com mais qualidade, sempre capacitando suas equipes”, frisa Gustavo.

Amanda Pinto, analista da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae em Alagoas, destacou que a instituição atende cerca de 30 empresas do segmento, com foco em gestão empresarial e trabalhos de capacitação individuais e coletivos.

“O segmento de pet shops é extremamente promissor em Maceió. Mas, para o empreendedor do ramo, recomendamos que ele fique sempre atento às regulamentações necessárias e conectado às tendências que o mercado apresenta, buscando ser sempre competitivo no mercado”, analisa Amanda.

O estudo é fruto do Projeto AL Sebrae Negócios, desenvolvido pela Unidade de Acesso a Mercados (UAM) do Sebrae em Alagoas, com apoio de um consultor credenciado, a partir de demandas dos projetos da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) e do atendimento difuso na Unidade de Atendimento Empresarial (UAE).

Categorias de produtos e mark-up

Entre as categorias de produtos ofertados no mercado maceioense e encontrados pela pesquisa estão as rações e petiscos (pet food) – produtos com pouca margem de lucro, mas de grande procura, com diversidade de tipos, preços e fornecedores. Em Maceió, existem distribuidores especializados das maiores marcas multinacionais, como Purina, Pedigree e Royal Canin; acessórios e higiene (pet care) – também de grande procura.

As margens de lucro são medianas, os preços e as marcas são diversificados e os principais acessórios de venda são coleiras, roupas, adereços, areia, tapetes higiênicos, brinquedos, cama para animais e bebedouros; medicamentos veterinários – produtos que necessitam de maiores cuidados para a venda, com acondicionamento e prazo de validade verificados. Geralmente, a venda de medicamentos está associada aos serviços veterinários no negócio.

A margem de lucro para as pet foods é de 30% a 40%; já para os produtos de pet care chega a ser de 70% a 100%. Além do mais, os serviços de banho e tosa e de clínica chegam a ser os que conseguem as melhores margens, apesar de serem as fontes de receitas que apresentam os maiores riscos.

Principais tendências e como se posicionar no mercado

Segundo o estudo, estão entre as principais tendências de mercado: adestramento especializado; emergência veterinária 24 horas; psicologia animal; academias de ginástica e clubes de lazer; tecnologia de ponta com equipamentos avançados (mapeamento da circulação sanguínea e identificação de tumores); comida gourmet congelada; cuidador por um dia (day care); terceirização de limpeza doméstica; pet shop móvel, com atendimento de serviços em domicílio; e boutique canina com produtos e serviços de grife.

Sobre o posicionamento no mercado, a publicação indica que o empreendedor deve ficar em sintonia com as macrotendências do varejo, customizar o serviço para se diferenciar das outras lojas, ter um posicionamento claro e bem comunicável e trabalhar o atendimento da loja para obter a confiança do dono do animal.

Dicas importantes para empreendedores de pets shops e clínicas veterinárias

- Visualize seu pet shop como uma empresa;

- Busque sempre o aprendizado dos processos de gestão para o seu negócio;

- Utilize o Marketing de Relacionamento buscando fidelizar o cliente;

- Use a criatividade, diversificando os produtos e serviços oferecidos;

- Visite feiras e exposições do mercado de pet shops para conhecer de perto as novas tendências;

- Procure regulamentar o seu negócio, por meio de registros legais, assim, você garante posicionamento de mercado e a confiança dos clientes.

Fonte: Agência Sebrae Alagoas