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Startups alagoanas participam de workshop sobre captar investimentos
O sábado (11) pode ter sido a véspera do Dia dos Namorados, mas para um grupo de empreendedores digitais em Alagoas foi dia de aprender como conquistar recursos para suas empresas. O Workshop ‘Como conseguir investimento para sua startup’ reuniu 15 negócios de Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema e São Miguel dos Campos, na sede do Sebrae em Alagoas, em Maceió, durante todo o dia, para ouvir as dicas diretamente de João Kepler, empreendedor alagoano, considerado um Investidor Anjo e um dos grandes nomes na área.
Todas as startups participantes são atendidas pelo Sebrae dentro do Projeto Tecnologia da Informação (TI) em Alagoas. A ideia do workshop surgiu ao se perceber, durante o trabalho diário, que muitas startups têm boas ideias, conseguem desenvolver bem sua proposta, porém não alcançam investimentos para aprimorar o negócio. Essa impossibilidade vem, em grande parte, porque muitos conhecem apenas a modalidade do investidor, aquela pessoa que é ‘conquistada’ pela proposta e investe na empresa, no sistema de sociedade.
“Na cabeça deles, só tem financiamento se achar um Anjo, mas também existem outras oportunidades de conseguir recursos, como o crowdfunding, participação em editais de acesso a crédito, como os da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), por meio das aceleradoras e da participação em eventos, como o Demo Day e o Startup Weekend. Queremos que eles vejam que existem formas mais próximas e até mais baratas de se conseguir investimento”, defende Áurea Andrade, analista da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) do Sebrae em Alagoas e gestora do projeto de TI.
Das 8h às 12h, os participantes puderam ouvir, em detalhes, João Kepler apresentar essas e outras formas de captação de recursos de acordo com o porte e evolução do negócio. À tarde, das 13h às 17h, eles passaram por uma mentoria individual com Kepler, que ouviu a proposta de cada empreendedor e orientou seus passos para obtenção de capital para a startup.
Apresentação e comportamento
Apesar da preocupação em conseguir o investimento, boa parte das startups não se organiza de forma apropriada para apresentar seu negócio. Esse foi um dos grandes pontos destacados por Kepler, ele próprio um Investidor Anjo e empreendedor digital conceituado no mercado.
“O investidor precisa saber o quanto você precisa para aplicar, em quê e por quanto tempo. Eles procuram, também, saber do seu trackrecord, então mostre quem você é e o que você fez. Se está começando agora, você tem que conseguir pequenos sucessos e pequenos resultados para mostrar que você tem capacidade”, alertou, dizendo aos empreendedores para serem realistas, objetivos e organizados.
O palestrante entregou uma série de informações aos presentes em um manual impresso, além de um drive com as informações em formato digital: o passo a passo para organizar uma planilha de custo para entender quanto dinheiro é necessário para alavancar o negócio; tipo de métricas e indicadores (KPI) para apresentar ao investidor; e a avaliação para entender qual possível investidor abordar – “se você tem um app de saúde e procura alguém que tem investido em soluções para indústria, por exemplo, não adianta se esforçar”, esclarece João Kepler.
Ele também falou sobre a modalidade de Coinvestimento, desconhecida pelos alagoanos. “Em vez de procurar um único investidor ou fonte para captar R$ 200 mil, você procura quatro que possam aplicar R$ 50 mil. É o mesmo resultado”, indica.
Empreendedores digitais
Para um grupo, como os empreendedores do Hand Talk, as informações são conhecidas, porém, sem aquela riqueza de detalhes. Para outros, como a ‘startup de um homem só’ Nós Compramos, que reúne em um site e aplicativo a descrição de intenção de compra de itens como veículos ou imóveis, a riqueza de informações pode ajudar nos próximos passos do negócio.
“Esse é meu primeiro contato com outros empreendedores digitais, então, além do interesse nas informações sobre financiamentos, vim aprender com essas pessoas interessadas em inovação”, conta André Mendes, advogado e idealizador da startup, iniciada em março de 2016.
Entre questionamentos maiores, como investir em publicidade e talvez uma equipe para vendas e visitas a potenciais clientes, André já sabia que estava no local certo em apenas algumas horas de workshop.
“Gostei muito de várias coisas que o Kepler falou. Entre elas, como buscar o crescimento da empresa com outras pessoas, sejam parceiros ou investidores. E também, claro, a necessidade de a empresa aparecer para os investidores e para o mercado”, analisa o empreendedor.
Fonte: Agência Sebrae/AL