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Urologia da Santa Casa intensifica cirurgias para retirada de câncer renal
Existe um inimigo silencioso que acomete a população na faixa acima dos 50 anos e causa cerca de 15 mil óbitos/ano somente no Brasil. Ele pode surgir sorrateiramente como um inocente cisto, por exemplo, calcificar-se ao longo dos anos e, por razões que a literatura médica ainda não conseguiu decifrar, tornar-se um tumor maligno. O olhe que esse é só um dos inúmeros casos, comenta o urologista Gustavo Galvão, que vem se especializando em cirurgias urológicas.
Somente no primeiro semestre deste ano, a Santa Casa de Maceió registrou 30 cirurgias para retirada parcial ou total de rins (nefroctomias), sendo 90% dos procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A intervenção cirúrgica ainda á a principal ferramenta para tratamento do câncer de rim, alcançando entre 90% e 95% de cura se diagnosticado precocemente com tumores de até 4 cm.
“Na maioria dos casos, a descoberta ocorre de forma incidental, ou seja, ao fazer exames de rotina, os médicos acabam descobrindo sinais da doença”, alerta Galvão, que se refere ao câncer de rim como o mais letal dos cânceres urológicos. Confira algumas das principais dúvidas sobre o diagnóstico e tratamento da doença:
O que causa o câncer de rim? A causa exata ainda é desconhecida, mas existem fatores que aumentam os riscos de desenvolver a doença, entre eles o tabagismo, a obesidade, a hipertensão, a historia familiar e algumas síndromes hereditárias.
Quais os sintomas? Cerca de 60% dos tumores de rim na fase inicial não apresentam sintomas, sendo descobertos em exames de imagem de ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética durante investigação por outras doenças. Em fases mais avançadas, podem apresentar sangramentos urinários, dor lombar, massa palpável, perda peso entre outros como, por exemplo, tosse seca e cansaço em caso de metástase para os pulmões.
Qual o tratamento disponível? A cirurgia é o melhor tratamento para o câncer de rim com taxas de cura entre 90% e 95% quando em casos iniciais. De acordo com o paciente, pode ser realizada a remoção total ou parcial do rim. Asas cirurgias podem ser realizadas por via aberta (convencional) ou por cirurgias menos invasivas como a laparoscopia, que oferecem os mesmos índices de cura que a cirurgia aberta e proporcionam menor tempo de internação, agilizam o retorno às atividades habituais e menos dor.
Fonte: Ascom Santa Casa de Maceió