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Sesau capacita agentes de endemias no combate ao Aedes aegypti
O agente de controle de endemias atua nas ruas de uma comunidade prevenindo e ajudando a combater doenças que podem causar epidemia. Para contribuir com a atuação desse profissional da saúde, que é fundamental para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) encerrou, nesta sexta-feira (20), uma capacitação de 40h para os novos agentes de sete municípios alagoanos.
Paripueira, Santa Luzia do Norte, Tanque d’Arca, Jaramataia, Inhapi, Jequiá da Praia e Limoeiro de Anadia são os municípios que contrataram novos agentes de endemias. De acordo com o supervisor de Endemias da Sesau, Paulo Protásio, o curso propõe que os agentes possam desenvolver suas ações com eficácia por meio dos conhecimentos adquiridos durante uma semana de treinamento realizado na Sesau.
“A meta é reduzir a população do Aedes aegypti ampliando o universo de visitas domiciliares realizadas pelos agentes de endemias, que são os profissionais de ponta nesse processo de combate ao mosquito”, afirmou Protásio. Ele espera que esses agentes também façam um trabalho de agregação e acolhimento com as famílias, para que elas se comprometam com o saneamento ambiental domiciliar do seu entorno.
Para isso, o supervisor de Endemias da Sesau listou algumas ações básicas que esse profissional deve seguir. As atividades envolvem o acolhimento, visita domiciliar, realização da pesquisa larvária e aplicação de produtos químicos - medidas que potencializam as ações de eliminação dos criadouros a partir também do monitoramento desse trabalho junto com as famílias.
“Ao realizar as visitas domiciliares, o agente precisa indagar e monitorar também as famílias”, lembrou Paulo. Isso porque podem existir febris suspeitos e o agente deve encaminhá-los às unidades de saúde. Ele esclareceu que a sintomatologia inicial das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti são febre, dores musculares ou articulares, dor retro-orbitária e exantemas.
Todos esses cuidados são fundamentados nos conteúdos e procedimentos técnicos específicos que está nas diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue, Zika Vírus e Febre Chikungunya. “Esse monitoramento é extremamente importante para sabermos também sobre a circulação dessas arboviroses em cada município alagoano”, completou Paulo Protásio.
Na próxima semana, inicia a parte prática do treinamento. É quando a equipe técnica estadual de Controle de Vetores vai acompanhar as visitas domiciliares realizadas pelos agentes de controle de endemias nesses municípios alagoanos que solicitaram a capacitação.
Fonte: Danielle Cândido/Ascom Sesau