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Justiça Itinerante leva ação social ao bairro Cruz das Almas no sábado
O casal Darlan Jardel e Mariana Dantas chegou cedo ao mutirão promovido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), neste sábado (14), no Centro Universitário Tiradentes (Unit), no bairro Cruz das Almas. O objetivo era conseguir a habilitação para o casamento coletivo, realizado às 16 horas no local.
"Chegamos às 5h50 da manhã e conseguimos a senha de número 135. Na última vez que teve mutirão a gente não conseguiu casar, mas agora vai ser diferente", disse Mariana, que não conseguia esconder a felicidade. "Todo mês devia haver um evento como esse pra que as pessoas pudessem oficializar sua união", reforçou a jovem, de 20 anos.
O casamento coletivo contemplou 150 casais, sendo conduzido pelo juiz André Gêda Peixoto, coordenador do programa "Justiça Itinerante", do TJ/AL. "Esse, de longe, é o serviço mais procurado do mutirão. Outros serviços envolvem a resolução de processos de menor complexidade, como divórcio consensual, retificação de registros, suprimento de óbito e concessão de alvarás de até quatro salários mínimos, além da emissão de documentos, como RG e CPF", explicou.
Segundo o magistrado, novos mutirões ocorrerão nos próximos meses. "Em junho vamos levar esses serviços ao distrito de Ipioca e, em agosto, estaremos no bairro Benedito Bentes, na Capital. A Justiça Itinerante não pára".
Promoção da cidadania
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Washington Luiz Damasceno Freitas, acompanhou os trabalhos do mutirão, na manhã deste sábado. De acordo com o desembargador, a força-tarefa é importante porque aproxima Poder Judiciário e sociedade. "O nosso desejo é fazer com que o Tribunal esteja cada vez mais próximo da população, principalmente dos mais pobres. A Justiça Itinerante tem o viés não apenas da prestação jurisdicional, mas também de promover cidadania".
A coordenadora do curso de Direito da Unit, Karoline Mafra, reforça essa ideia. Para ela, os mutirões dão uma resolução mais rápida aos processos, contribuindo para que a prestação jurisdicional seja mais efetiva. "É uma ação de responsabilidade social", completou.
Diego Silveira - Dicom TJ/AL