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Alagoanas com menos de 20 anos provam que são jovens e ótimas mães

09/05/2016
Alagoanas com menos de 20 anos provam que são jovens e ótimas mães

A melhor idade para ter um filho é na fase da vida em que a mulher é mais fértil. O relógio biológico da fertilidade começa a funcionar depois da primeira menstruação (e com a maturidade uterina) e, quanto mais a pessoa envelhece, maior a redução de sua capacidade de reprodução.

O Ministério da Saúde (MS) define a idade fértil de acordo com a incidência do número de partos. Apenas em 2015, foram 52.560 alagoanas que deram à luz pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme esses dados, foi identificado que a idade fértil das mulheres alagoanas está entre os 10 e os 49 anos - o que corresponde a 52.533 partos.

No entanto, ter filho antes ou depois da idade fértil não significa risco. A técnica estadual da Supervisão de Saúde da Mulher, Carmen Nascimento, explicou que o profissional de saúde deve ter sim um olhar diferenciado à gestante com menos de 20 anos, mas não deve considerá-la uma grávida de risco.

Esse é o caso da estudante Stephanie Ferreira, 18 anos, que está com cinco meses de gravidez e faz o pré-natal direitinho. “O médico não fez nenhuma recomendação específica em relação à idade, apenas as básicas, sobre o surto da zika, que deveria tomar cuidado, e se alimentar bem e mais vezes ao dia”, contou a gestante.

A gravidez para Stephanie foi uma surpresa, apesar de ela já imaginar que poderia acontecer uma hora ou outra. A mensagem que ela passa para as mamães mais jovens é que, a partir da gravidez, a mulher deve dar prioridade às necessidades do filho e não apenas a si mesma.

 “Essa decisão é importante para que no futuro essa mulher perceba que, mesmo jovem, foi uma ótima mãe. Também nesse futuro, ela vai poder mostrar que a criança não foi um erro, e sim, maturidade para si mesma, enquanto mulher, mãe”, revelou Stephanie.

Vigilância

“Independentemente da idade, o risco está na identificação de alguma patologia que a paciente já tenha ou que surja durante o pré-natal”, afirmou Carmen. Mas, diante dos riscos devido à gestação fora do corte da idade fértil, os profissionais de saúde devem se manter vigilantes para complicações como hipertensão, aborto, parto prematuro ou má formação da criança.

A estudante Monique Rafaella Pereira, aos 18 anos, deu à luz Caio César. Essa foi a segunda tentativa de gravidez. Na primeira, ela sofreu aborto espontâneo com 3 meses de gestação. Diante dessa adversidade, ela teve um olhar diferenciado no pré-natal.

“Foi uma gravidez planejada. Já estava casada e fiz o pré-natal”, contou Monique. Hoje, o filho já tem dois anos, e pela experiência que passou, Monique deseja a todas as futuras mamães que “o cuidado principal é colocar a saúde em primeiro lugar”.

Os índices apontam que 32,47% dos partos realizados (17.067) ano passado foram em mulheres com menos de 20 anos. Em 2014, o percentual foi um pouco menor, de 32,18% - o que demonstra que esse número é crescente. “O dado representa uma realidade nacional que foge ao preconizado pelo Ministério da Saúde, que é 25%”, pontuou Carmen.

A técnica da Sesau informou que uma gravidez planejada, alinhada de boa alimentação e com acompanhamento médico são fatores essenciais para gravidez saudável e tranquila, tanto para a mamãe como para o bebê. Porém, a maioria das jovens que engravida nem sempre planeja ou mantém o cuidado necessário.

 Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) instrumentaliza os municípios com material educativo para informar, principalmente nas escolas, sobre a reprodução, planejamento sexual e o sexo seguro para evitar as DST’s e a gravidez. Também nas unidades de saúde, estão disponíveis todos os métodos contraceptivos.

Fonte: Ascom/Sesau