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Sesau e Hospital do Coração priorizam atendimento às vítimas de enfarto

09/05/2016
Sesau e Hospital do Coração priorizam atendimento às vítimas de enfarto

Como forma de diagnosticar rapidamente um caso de enfarto agudo do miocárdio e propiciar a chance de atendimento e tratamento mais adequado às vítimas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com o Hospital do Coração de Alagoas (HCOR-AL), deu um importante passo com o lançamento da Latin America Telemedicine Infarct Network (Latin), que visa promover o intercâmbio de informações médicas de um local a outro via comunicações eletrônicas, para melhorar o estado de saúde clínica do paciente.

E o projeto já começou a surtir efeito. No início deste mês, K.M.R, morador do município de Água Branca, foi o primeiro a usufruir dos benefícios da Latin. Ao sentir uma dor forte no peito, ele foi encaminhado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Delmiro Gouveia.

O eletrocardiograma realizado no paciente foi transmitido pela internet e analisado na central de Telemedicina do Hospital do Coração, em Minas Gerais. O laudo retornou para as unidade do HCor/AL e da UPA de Delmiro Gouveia, informando que não era infarto agudo do miocárdio e, sim, pressão alta. Ele foi medicado, estabilizado e liberado para sua residência. Todo o procedimento durou, em média, dois minutos.

Segundo o diretor do Hospital do Coração e presidente da Fundação Cardiovascular de Alagoas/Cordial, Ricardo César Cavalcanti, o projeto tem como finalidade não apenas tratar o infarto das pessoas que estão sendo acometidas nos dias de hoje, mas organizar uma sistemática para cuidar das futuras gerações.

“É um projeto de longo prazo, mas com resultados imediatos, uma vez que a estrutura médica é de alta complexidade, para fazer o tratamento padrão do cateterismo cardíaco e da angioplastia coronária, de forma a ter um diagnóstico precoce e um tratamento rápido”, disse o médico.

O projeto teve a primeira etapa realizada no HCor, na qual toda a estrutura de angioplastia coronária foi montada e, desde maio do ano passado, já teve mais de 200 procedimentos alcançados com sucesso, destinados aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta nova fase, o plano ganha a interiorização desse diagnóstico, para pacientes que residem nos locais mais distantes da capital.

No caso de uma emergência cardiovascular, cada segundo conta - sobretudo quando o paciente sofre um Stemi (infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST), que é a forma mais fatal de um ataque cardíaco.

Novas ferramentas de telecomunicações permitem que operadores de serviços de urgência agilizem um diagnóstico e iniciem o tratamento. Para Cavalcanti, a telemedicina traz novos desafios à assistência, educação e pesquisa em saúde. Com ela é possível levar medicina especializada a regiões remotas do país, evitando deslocamentos desnecessários de médicos e pacientes, favorecendo a troca de conhecimentos.

“Neste projeto, em especial, temos uma central com vários cardiologistas, altamente especializados em diagnóstico de enfarto. É trocar o diagnóstico de alguém que eventualmente olha um eletrocardiograma, por alguém que só faz esse tipo de exame. Dessa forma, isso refina e melhora o diagnóstico, sem dúvidas”, afirmou Cavalcanti.

 “Em lugar nenhum do mundo, temos uma quantidade de cardiologistas que possa colocar cada profissional em cada cidade do interior. O projeto tem um custo baixíssimo e, nesse caso, especialmente, vai sair de graça para o Estado, porque é um plano mundial.”

“O sistema de telemedicina permite que um especialista dê o diagnóstico correto, a partir do eletrocardiograma que será enviado instantaneamente, via internet, para duas centrais cardiológicas, que funcionam 24 horas no HCor/AL e em Minas Gerais, durante os sete dias da semana”, explicou.

Segundo Rozangela Wyszomirska, secretária de Estado da Saúde, os usuários que desenvolverem os sintomas terão, ainda na Atenção Primária, um diagnóstico de forma ágil e eficiente, uma vez que o eletrocardiograma estará sendo avaliado por um cardiologista de prontidão nas centrais, que funcionam no HCor/AL e em Minas Gerais.

“É um grande avanço que Alagoas está dando ao implantar a Latin America Telemedicine Infarct Network, que, nesse primeiro momento, beneficiará Delmiro Gouveia e São Miguel dos Campos e municípios circunvizinhos”, afirmou a secretária de Estado da Saúde.

Fonte: Ascom/Sesau