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Laticínios Gabriel e São Félix são reinaugurados após adequação à lei
Após árduo trabalho, os donos dos laticínios São Félix, em Major Isidoro, e Gabriel, em Olivença, já comemoram os resultados do apoio dado pelo Sebrae em Alagoas e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/AL), por meio da Incubadora de Laticínios do Estado (Incla). Nessa quarta-feira (04), ambas as unidades foram reinauguradas, depois de um período dedicado às reformas e adaptação da infraestrutura à legislação estadual, fomentadas pela parceria firmada através do convênio. Na oportunidade, os empreendimentos receberam o certificado do Serviço de Inspeção Estadual (SIE).
Após serem atendidos pelas instituições competentes, com orientações e serviços de consultorias para melhoria de seus produtos, design e instalações físicas, os dois laticínios passaram por reformas estruturais para atender as regulamentações solicitadas no decreto de Nº 8.681 da Lei 1.283, de 23 de fevereiro de 2016, no artigo que rege o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). Agora, eles voltaram às atividades com capacidade ampliada de processamento, novos equipamentos, estrutura física e estação de tratamento de efluentes.
Na solenidade de inauguração dos laticínios, realizada no Laticínio São Félix, seu dono, Joseano Félix, ressaltou a evolução de sua empresa. De acordo com o proprietário, antes, tinha 12 funcionários; hoje, tem 20, além de novos equipamentos, como caldeiras e tanque a vapor e estruturas como laboratório e banco de gelo.
“Os donos de laticínios que estiverem com seu negócio funcionando de forma clandestina terão que fazer o que nós fizemos aqui: seguir o que os órgãos competentes pedem. Neste momento, temos mais portas abertas no mercado. Com isso, continuamos o trabalho para que, em breve, possamos vender em outros estados para ganhar mais clientes e gerar mais empregos”, declarou o empresário. José Simão dos Santos, proprietário do Laticínio Gabriel, que também teve sua estrutura totalmente renovada, bem parecida com a do Laticínio São Félix, destacou a importância do apoio dado pelo Sebrae em Alagoas e pelo Senai/AL no processo.
“Só tenho a agradecer ao Sebrae, Senai e Adeal. Muita gente diz que eles só querem fechar os laticínios, mas, na verdade, o que eles querem é ver o nosso crescimento, ver os resultados que estamos vendo aqui. Foi um processo feito com muita luta, muito sacrifício e com poucos recursos”, frisou José Simão. Segundo Ronaldo Moraes, diretor técnico do Sebrae em Alagoas, os dois estabelecimentos atendem a todas as normas e requisitos para fazerem produtos de qualidade para um mercado que está cada vez mais exigente. O diretor enfatizou que a solenidade simbolizou a conquista dos primeiros resultados de um trabalho que deverá colher ainda mais frutos.
“Esse momento é a culminância de todo um trabalho que a gente vem fazendo nessa região há vários anos, sempre passando a mensagem de que esses laticínios devem entrar, definitivamente, no mercado formal, para que passem a ser mais competitivos. Eles são exemplos e comprovam que é possível e viável. Em breve, eles deverão inovar e criar produtos com mais valor agregado”, afirmou Ronaldo Moraes.
De acordo com Marcos Antônio Peixoto, gerente da Incla e instrutor de alimentos do Senai/AL, atualmente, a Incubadora trabalha com a adequação de mais de 20 empresas no estado, e os Laticínios São Félix e Gabriel têm servido de modelo para as outras indústrias do entorno e de toda Alagoas.
“Foi uma longa jornada até chegar a esse ponto. Nos últimos dois anos, nos quais trabalhamos essa questão da regularização dos laticínios, chegamos à conclusão de que precisamos transformar o segmento lácteo dessa região em verdadeiras indústrias, capazes de garantir a qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor. Essas duas empresas de hoje representam apenas os primeiros resultados. Nos próximos meses, vamos inaugurar mais indústrias nesse padrão”, afirmou Marcos Antônio.
André Sandes, fiscal da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), lembrou que todo o processo de adequação contou, também, com o apoio do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA). O fiscal recordou o início do trabalho e o êxito conquistado pelos laticínios. “Vendo essas empresas, lembro que, há alguns anos, achava que era inviável poder encontrar indústrias desse porte aqui. Mas, depois de várias reuniões com o Senai, o Sebrae e com os empresários envolvidos, indicamos o caminho a ser seguido. Foi difícil e árduo. Mudar culturas e paradigmas é sempre muito difícil. Seguir os atalhos ou os caminhos mais fáceis não é garantia de obter êxito, e, mesmo em meio às dificuldades, eles conseguiram. Estão de parabéns”, concluiu André Sandes.
Fonte: Agência Sebrae/AL
