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SMS reforça prevenção no Dia das Crianças Expostas ao HIV

05/05/2016
SMS reforça prevenção no Dia das Crianças Expostas ao HIV

No dia 07 de maio é celebrado o Dia Mundial da Criança Soropositiva e Exposta ao HIV. Nesta data, se procura conscientizar a população sobre o grande número de contaminação de crianças pela transmissão perinatal, ou seja, da mulher grávida para o feto. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), esse número de infecções em crianças pode chegar a é 90%.

De acordo com Samuel Delane, coordenador do Programa de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), além das ações preventivas de uso de preservativo e a oferta nas unidades de saúde, o que ajuda a conter a epidemia de forma eficaz, durante esse período, os profissionais das unidades estão sendo orientados para incrementarem o pré-natal das gestantes. “Com isso, buscamos o diagnóstico rápido e efetivo de mães e crianças, de forma que o município não apresente nenhum caso de criança com HIV”, afirmou.

Para o tratamento de mulheres portadoras de HIV/Aids, o município conta com duas referências, o Bloco I do PAM Salgadinho e o Hospital Universitário (HU). Segundo Samuel, coordenador do Programa DST/Aids, as gestante recebem o diagnóstico na unidade básica de saúde onde fazem o pré-natal e caso sejam diagnosticadas com a doença são encaminhadas para esses dois locais, onde iniciam o tratamento. “A gestante encaminhada é acompanhada por um ginecologista e um infectologista e as crianças, assim que nascem são acompanhadas por um pediatra, além de receberem a fórmula láctea para que as mães não amamentem, já que essa é uma forma de transmissão do vírus”, explicou.

A forma mais eficaz de detecção de doenças como sífilis, hepatite C e Aids, especialmente em mulheres gestantes que estão fazendo o pré-natal, é o teste rápido. Os profissionais das unidades de saúde são constantemente capacitados para realizar o procedimento e  sobre como acolher e aconselhar grávidas que sejam diagnosticadas com doenças sexualmente transmissíveis.

Transmissão vertical

O primeiro encontro para a criação do Comitê de Investigação de Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites B e C foi realizado em outubro do ano passado. O colegiado tem como objetivo investigar os casos de transmissão vertical desses vírus para subsidiar as intervenções com o foco na eliminação desses agravos como problema de saúde pública. A medida é uma exigência do Ministério da Saúde em nível nacional para estados e municípios. Em Maceió, o trabalho é comandado por profissionais do Programa de DST/Aids, Hepatites Virais e Sífilis.

Fonte: Ascom/SMS