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Saúde apresenta plano de atendimento de urgência e emergência
A Diretoria de Atenção à Saúde (DAS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reuniu na tarde desta quarta-feira (27) enfermeiros e assistentes sociais do Hospital Geral do Estado (HGE) e das Unidades de Saúde dos oito distritos sanitários da capital para apresentar o Plano de Referência e Contra Referência de Urgência e Emergência para 2016. O encontro aconteceu no auditório da sede da SMS.
Esse plano tem como meta estabelecer um fluxo contínuo nos atendimentos de saúde, dos mais simples aos mais complexos e precisa ser compreendido e obedecido na prática por Unidades Básicas de Saúde (UBS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Hospital Geral do Estado (HGE).
O assunto é discutido e aprimorado nas reuniões do Núcleo de Acessos a Qualidade Hospitalar (NAQH), que Acontece às sextas-feiras, a cada quinze dias, no auditório do HGE, a partir das 9h.
Para isso, a equipe lembrou o que preconiza o Protocolo de Manchester, criado em 1997 e utilizado internacionalmente, que classifica, após uma triagem baseada nos sintomas, os doentes por sete cores específicas, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para o atendimento.
Dados do HGE apresentados pela equipe da DAS apontam que em 2014, dos 153.630 atendimentos feitos, 76% foram encaminhados ao Hospital Geral do Estado por Maceió, e 24% foram feitos por unidades de saúde de outras cidades alagoanas.
No período de maio, junho e julho de 2015 foram registrados 6.651 atendimentos. Desse total apenas 1,2% era da área vermelha (atendimento de emergência) e 46% eram da área verde (pouco urgente). “Nossa meta é fazer com que as unidades trabalhem com as demandas corretas; ou seja, atender aos casos menos urgentes nas unidades básicas de modo a equilibrar o fluxo dos serviços de saúde”, destacou a diretoria de Atenção à Saúde, Flavia Melro.
A equipe da DAS apresentou um formulário padrão organizado pela rede municipal de saúde, com o aval do Ministério da Saúde, que deve ser utilizado por todas as unidades, serviços e hospitais.
O Plano de Referência e Contra Referência de Urgência e Emergência será apresentado aos Conselhos municipal e estadual de saúde, que são as instâncias do controle social.
Fonte: Ascom/SMS