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Sesau realiza Oficina de Notificação de Violência Interpessoal e Intoxicação Exógena

21/04/2016
Sesau realiza Oficina de Notificação de Violência Interpessoal e Intoxicação Exógena

Coordenadores de Vigilância em Saúde e da Atenção Primária de 40 municípios alagoanos silenciosos para as casos de violência interpessoal e intoxicação exógena foram capacitados sobre a importância da notificação. A ação foi promovida nesta quarta-feira (20), no Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), localizado no Maceió.

De acordo com a gerente de Vigilância e Controle das Doenças não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Rita Murta, a oficina capacitou os profissionais para o preenchimento correto das fichas de notificação, além de esclarecer sobre a importância das informações.

“Com o preenchimento correto das fichas, os gestores podem ter acesso a dados concretos, que são ferramentas essenciais na construção de políticas públicas com mais resolutividade”, explicou a gerente.

Rita Murta esclareceu que os municípios participantes foram considerados silenciosos nas suas notificações durante o ano de 2015. A gerente afirmou que os pacientes geralmente procuram unidades de emergência em centros de referência. “Mesmo que o atendimento aconteça em outra cidade, os profissionais devem realizar as notificações e o acompanhamento dos casos”, destacou.

Participaram da oficina, representantes das cidades de Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte, Jacuípe, Japaratinga, Matriz do Camaragibe, Passo de Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres, Campestre, Ibateguara, Novo Lino, Santana do Mundaú, Mar vermelho, Quebrangulo, Anadia, Coruripe, Feliz Deserto, Porto Real do Colégio, São Brás, Belo Monte, Craíbas, Feira Grande, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Major Izidoro, Olho D´Água Grande, Traípu, Belém, Cacimbinhas, Igaci, Maribondo, Maravilha, Monteirópolis, Olivença, Ouro Branco, Palestina e Olho D´Água do Casado.

Dados em Alagoas – Durante a oficina, a gerente de vigilância e controle de doenças não transmissíveis, Rita Murta, explicou que o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) deve ser preenchido em casos suspeitos ou confirmados de diversos tipos de violência, incluindo doméstica, sexual e ainda auto provocada.

De acordo com dados do Sinan, foram registrados em Alagoas, no período de 2008 a 2016, 18.693 notificações de violência. Maceió aparece em primeiro lugar com 7.434 casos seguidos de Arapiraca com 7.199 e Santana do Ipanema que registrou 1.397 no sistema.

“As mulheres aparecem como a maioria das vítimas de violência com 11.568, sendo que a faixa etária entre 15 e 29 anos aparece com mais frequência”, destacou Rita. A gerente ressaltou, ainda, que o sistema retrata qual o local onde a violência é mais frequente, a própria residência.

Fonte: Ascom/Sesau