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Técnicas discutem dificuldades e avanços da Rede de Atenção à Saúde

20/04/2016
Técnicas discutem dificuldades e avanços da Rede de Atenção à Saúde

Técnicas do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/AL), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e do Ministério da Saúde, se reuniram nesta quarta-feira (20), na sede do Conselho, para avaliar os avanços, dificuldades e apresentar a situação atual das redes de Atenção Psicossocial; Cuidados da Pessoa com Deficiência de Alagoas; de Atenção as Urgências e Emergências (RUE) e de Pessoas com Deficiência Crônica, que integram a Rede de Atenção à Saúde.

Para a coordenadora da Assessoria Técnica do Cosems, Sylvana Medeiros, o papel da instituição é fazer a articulação da Rede com os municípios, acompanhar e prestar o apoio necessário às ações desenvolvidas por cada uma das redes. O objetivo da reunião, segundo a representante do Ministério da Saúde em Alagoas, Sônia Moura, é promover a socialização das redes, bem como a manutenção dos grupos de forma coesa e participativa.

“Com relação à Rede de Pessoas com Deficiência, fechamos o plano estadual de cuidados e no tocante à Rede de Atenção Psicossocial (Raps) revisamos o plano, monitoramos os pontos de atenção e socializamos as providências que precisam ser tomadas”, destacou Sônia Moura.

De acordo com ela, para avaliação da situação atual das redes, foram necessárias novas idas aos municípios onde os serviços são implantados e feita a repactuação do compromisso com os gestores. No que se refere à Rede de Urgência e Emergência, ela enfatizou que foi feita a análise das necessidades com vista na atualização do plano.

Com relação à Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, já foi elaborado o Plano Estadual de Oncologia e a QualiCito (Qualificação Nacional em Citopatologia) está em fase de aprovação dos laboratórios nas respectivas regiões de saúde.

“Estamos avançando na qualificação das redes e tentando fazer abordagem mais sistêmica, lembrando que a Atenção Básica é ordenadora das redes e coordenadora dos cuidados, logo precisa assumir o seu papel, já que é o primeiro ponto de todas as redes”, reforçou a representante do MS.

Para a coordenadora das redes, vinculada à Sesau, Júlia Levino, pelas apresentações expostas na reunião, as redes estão se encaminhando bem, sobretudo nos pontos de atenção (serviços de saúde) de cada especialidade.

“No geral, temos quatro redes em execução (incluindo a Rede Cegonha) e a de doenças crônicas, que está iniciando e com plano em fase de elaboração. O maior montante para manutenção das redes advém do governo federal, que está com contenção de despesas e alguns pontos de atenção estão sendo habilitados e não estão recebendo recursos de custeio, sobrecarregando os municípios”, pontuou Júlia Levino.

Mary Wanderley - Ascom/Cosems