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Moradores de Craíbas conhecem Central de Tratamento de Resíduos no Pilar

14/04/2016
Moradores de Craíbas conhecem Central de Tratamento de Resíduos no Pilar

Representantes de quatro comunidades de Craíbas estiveram nesta quarta-feira (13) na Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Pilar para conhecer e tirar duvidas a respeito do funcionamento e da estrutura do empreendimento. Essas comunidades se localizam próximo do terreno onde deve ser instalado o Aterro Sanitário do Agreste, no município de Craíbas, divisa com Arapiraca. No mês de março foi realizada audiência pública para discutir com a comunidade a instalação do aterro na região e muitos morados ficaram com dúvidas sobre a instalação do mesmo.

“Quando as pessoas não conhecem a estrutura de uma Central de Tratamento, eles acabam ficando temerosos quando o empreendimento está para ser instalado próximo de sua moradia. Mas procuramos ter o máximo de cuidado, inclusive, em respeitar a distancia mínima das residências exigida por lei”, explicou João Batista, engenheiro técnico e gerente ambiental da CTR Pilar.

Batista disse ainda que todo o trabalho feito nas Centrais de Tratamento conta com acompanhamento e monitoramento, tanto do ar, quanto da água e do solo. “Nossa maior preocupação é com o meio ambiente e somos rigorosos no trabalho de monitorar. Além disso, contamos com tecnologia de ponta, usada até fora do Brasil”, disse.

Efigênio Augusto é morador do Sítio Lagoa da Areia, há 1km de onde será construído o Aterro Sanitário do Agreste. Para ele, participar da visita é muito importante porque esclarece as dúvidas da população. Seu maior medo é a saúde das famílias que moram no entorno do aterro. “Tem muitas coisas que não sabia antes de vir e conhecer a Central de Tratamento. Hoje nossa preocupação é com o ar que respiramos e como será no futuro, daqui alguns anos”, ressalta.

A preocupação com o ar é a mesma que José Gracindo tem. Ele mora com a família em Lagoa do Algodão. “São cerca de 1000 famílias nas redondezas, e por isso é importante que a gente saiba como ficará o ar na região com a implantação do Aterro. Temos que pensar na teoria e na prática”, disse.

Segundo João Batista, essa preocupação é comum, mas o gerente garante que a Alagoas Ambiental, empresa à frente da Central de Tratamento de Resíduos de Pilar e do Aterro Sanitário do Agreste, tem tecnologia de ponta que trata dos cuidados com o meio ambiente. “Hoje, eles queimam o lixo que produzem porque não passam veículos recolhendo os resíduos. Essa fumaça sim é tóxica e prejudica. Nas CTRs existe um monitoramento enquanto houver vida útil e o ar, tanto quanto o solo e a água permanece em pleno estado puro”, explicou.

Fonte: Luana Lamenha