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SMS prepara Campanha contra Verminoses e Hanseníase
A Coordenação do Programa Municipal do Controle da Hanseníase ligado à Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou, na tarde desta quinta-feira (07), um primeiro encontro com agentes de endemias das enteroparasitoses da Campanha Nacional de Hanseníase e Verminoses,que acontece no período de 22 a 26 de agosto próximo, em todo país. A previsão é visitar 140 escolas públicas e vacinar 52 mil estudantes.
A campanha deste ano será destinada aos estudantes das escolas públicas estaduais e municipais, na faixa etária de 5 a 14 anos. Segundo a técnica coordenadora do Programa da Hanseníase, Vânia Barbosa, antes da semana da campanha será enviada um documento onde cada unidade deverá preencher a relação dos alunos matriculados nas salas de aula do público alvo. “Dessa forma faremos a chamada nos dias da vacina e teremos um controle dos não imunizados”, complementa.
A meta da campanha é de tratar 90% das crianças e jovens com idades entre 05 e 14 anos com albendazol (medicação antiparasitária), investigar no mínimo 70% dos escolares e realizar, no mínimo, 75% do tratamento em casos positivos, conforme as normas do Ministério da Saúde.
Os objetivos da campanha são: reduzir a carga parasitária de geo-helmintos por meio de tratamento coletivo; identificar casos suspeitos de hanseníase por meio do “método do espelho” (utilização de ficha de autoimagem) e referenciar à rede básica de saúde para confirmação diagnóstica e tratamento; identificar casos de tracoma mediante exame ocular externo e referenciar os positivos e sues contatos domiciliares para tratamento, realizar diagnóstico e tratamento dos casos de esquistossomose nos municípios com localidades com percentual de positividade maior que 25%
A coordenação do programa informou que todo o material e formulários serão disponibilizados para as equipes. Também serão repassados os comprimidos de albendazol de 400 mg, o Termo de Recusa (documento que o pai ou responsável tem de assinar caso não concorde que seu filho receba a vacina), Carteira de medicação, fichas de autoimagem, entre outros.
Dados das Campanhas
Em 2013 foram visitadas 152 escolas e detectados 2935 casos suspeitos, 1.014, o correspondente a 34,5% do total, passaram por exames complementares, mas apenas 04 tiveram confirmação da doença. Em 2014, a campanha abrangeu um universo de 193 escolas públicas, com a detecção de 1.704 casos suspeitos. Destes, 1.287 (76,2%) foram submetidos a exames de sensibilidade, mas o diagnóstico para hanseníase só foi positivo para 06 desses casos.
O ano passado, alunos de 140 escolas participaram da campanha. Foram detectados 954 suspeitos. Desse total 756 passaram por exames complementares e 03 casos foram confirmados.
Endoparositoses
São doenças prevalentes em crianças e adolescentes em países em desenvolvimento, sendo amplamente distribuídas. A prevalência de enteroparasitoses é maior em áreas rurais e marginalizadas, podendo o indivíduo estar monoparasitado ou apresentar dois ou mais enteroparasitos. A presença de verminoses pode influenciar negativamente o estado nutricional do hospedeiro, prejudicando o crescimento físico e o desenvolvimento psicomotor e educacional.
Hanseníase
Conhecida oficialmente por esse nome em 1976, é uma das doenças é uma das doenças mais antigas da história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen (antes a doença era conhecida como Lepra). O bacilo é um parasita que ataca a pele pelos nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos, como o fígado, os testículos e os olhos; Não é hereditária. O período de incubação Vaira de três a cinco anos.
Na primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.
Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade nessas regiões.
O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários. O tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do paciente.
Fonte: ASCOM/SMS com www.brasilescola.uol.com.br