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1ª MACRORREGIÃO: Usuários do SUS podem ganhar quatro novos hospitais em Alagoas

29/03/2016
1ª MACRORREGIÃO: Usuários do SUS podem ganhar quatro novos hospitais em Alagoas

Gestores da Saúde dos municípios que compõem a 1ª Macrorregião; da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e diretores do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems) se reuniram nesta segunda-feira (28), na Procuradoria Geral do Estado (PGE). Na ocasião, foi apresentada aos secretários, para posterior discussão e pactuação, a possibilidade da construção de quatro novas unidades hospitalares em Alagoas. O objetivo é aumentar o número de leitos para usuários do Sistema Único de Saúde (US).

Entre os projetos expostos estão o Hospital das Clínicas Portugal Ramalho, que será localizado no Farol, com previsão para 160 leitos, sendo 24 destinados à área de saúde mental; a Maternidade de Risco Habitual com 100 leitos, que deve ser construído vizinho ao Hospital Escola Maternidade Santa Mônica, no Poço. Deve ser construído no Benedito Bentes o Hospital Metropolitano de Maceió, com 180 leitos. A proposta de construção destes três empreendimentos foi apresentada pela titular da Sesau, Rozangela Wyszomirska

Foi discutida ainda a necessidade de redesenhar a rede de atenção psicossocial. Já a Secretaria de Saúde de Maceió apresentou o projeto do Hospital Materno-infantil (de risco habitual), que foi pactuado “ad referendum” e será homologado na próxima reunião. O terreno foi doado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e será construído por trás do Hospital Universitário. A unidade hospitalar está orçada em R$ 16 milhões e previsão de 80 leitos.

Outro projeto discutido diz respeito a um Centro de Parto Normal, cujo serviço deve ser ofertado no hospital do município de Capela, segundo propôs o secretário de Saúde do município e um dos diretores do Cosems, Alessandro Moreira. Foram discutidas ainda, entre outros assuntos, a radiografia atual da microcefalia em Alagoas; a situação dos municípios com relação à notificação de doenças e agravos relacionados ao trabalho que, de acordo com a técnica do setor Gardênia Santana, os números mostram uma subnotificação já que em Alagoas os números aumentaram pouco de 1304 em 2008 para 1507 em 2015.

A assessora técnica da Sesau, Núbia Lins, mostrou o fluxo e alimentação do sistema da dengue, mostrando que, pela portaria do Ministério da Saúde 204 de 17 de fevereiro de 2016, todos os casos suspeitos e confirmados de dengue e chikungunya devem ser notificados no Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan) on line. O técnico José Alencar, da empresa responsável pelo aplicativo Juntos pela Saúde, lançado pela Sesau em fevereiro último, aproveitou para divulgar a ferramenta.

“Trata-se de um aplicativo de apoio para o cidadão denunciar, por meio do celular, possíveis focos ou criadouros do mosquito Aedes aegypti em imóveis fechados ou abandonados; terrenos baldios; esgoto a céu aberto e recipiente com água parada”, destacou. De acordo com ele, cada município deve indicar um técnico para acompanhar o desfecho da denúncia, com o intuito de que o caso tenha uma resposta efetiva.

Alessandro Moreira, do Cosems/Alagoas, ressaltou a importância de os gestores da área fazerem o dever de casa, no tocante às ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. “O mosquito pegou o Brasil e Alagoas de surpresa. Precisamos fazer uma autoavaliação, com olhar crítico e analítico, porque a gente achava que estava tudo bem e identificamos que temos falhas e precisamos da ajuda do MS”, destacou Alessandro.