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Audiência pública em Craíbas discute implantação de aterro sanitário no Agreste
Nesta quarta-feira (16), a câmara municipal de Craíbas ficou lotada de cidadãos que compareceram a primeira audiência pública para debater a instalação do aterro sanitário do Agreste. Com um investimento inicial de R$ 14 milhões, e uma área de 81 He., o novo aterro é um empreendimento da Alagoas Ambiental, que objetiva acabar com os lixões em toda região, oferecendo uma alternativa aos municípios do Agreste.
Com a presença de prefeitos, secretários do meio ambiente e população de modo geral, a audiência teve como objetivo explicar como se dará a implantação do aterro, o estudo de impacto ambiental da área e a estrutura do empreendimento. Para o prefeito de Craíbas, Bruno Albuquerque, a instalação do aterro é uma alternativa para que os prefeitos se enquadrem na política nacional de resíduos sólidos, evitando que os municípios sofram consequências. "Os gestores estão com a responsabilidade de, dentro do prazo legal, implementar a lei nacional de resíduos sólidos. O município só se enquadra quando atende às exigências da lei", afirmou, destacando ainda que hoje os municípios não possuem recursos para a manutenção do espaço.
"A manutenção desses aterros é um investimento alto para os municípios arcar, por isso foi feito um consórcio para atender a legislação e construir o aterro, mas diante da crise, a única opção viável foi uma parceria com o empreendimento privado. Largamos na frente tomando essa iniciativa, arcando com essa solução e se enquadrando na lei nacional", afirmou. Segundo o secretário de recursos hídricos de Alagoas, Alexandre Ayres, os municípios terão total apoio do Governo do Estado para se enquadrar a lei. "A Política Nacional de Resíduos Sólidos determinou que se acabasse com os lixões, mas o Governo Federal esqueceu de dizer de onde viriam os recursos. O Governo do Estado quer ajudar as prefeituras a financiar a destinação dos resíduos, mas para isso exigimos que seja implantado um projeto de educação ambiental. Não importa se o aterro será privado ou público, nosso objetivo é acabar com os lixões e implantar uma educação ambiental para a população", afirmou. O engenheiro da Alagoas Ambiental, João Batista, apresentou durante a audiência o funcionamento do aterro, e seus impactos para a população. Segundo o engenheiro, dados mostram que os municípios de menores porte tem grande dificuldade de montar e gerenciar seus aterros. "Buscamos ouvir a população, suas dúvidas e indagações, e nosso objetivo é dirimir os anseios da comunidade. A construção de um diálogo com a comunidade é fundamental e saudável para o processo", explicou Batista. Para Ives Leão, secretário de meio ambiente de Arapiraca, os municípios já vem trabalhando para viabilizar a implantação do aterro a algum tempo. "Hoje, após inúmeros estudos, vimos que a melhor opção é trabalhar junto à iniciativa privada. Arapiraca já teve um aterro, hoje não é possível mais fazer o controle da área porque a manutenção é um grande problema. Muitos prefeitos tem medo do quanto se gasta com a tonelada de lixo, mas quando vamos olhar o custo beneficio e analisamos o valor que é gasto com manutenção, máquinas e pessoal, com certeza uma parceria é muito mais viável", explicou. Para a professora Conceição dos Santos, que participou da audiência, é preciso dar a oportunidade e a confiança ao empreendimento. "Sabemos que toda mudança traz desconforto e dúvidas, mas o que não pode mais é ter lixões nas cidades, isso traz muito mais prejuízos a população".