Geral
Na Medida ensina empreendedores a combater a inadimplência de clientes
03/03/2016
Medidas para evitar a inadimplência
Entre os participantes do workshop estavam empresários das quatro grandes áreas de atuação do Sebrae: comércio, serviços, indústria e turismo. Eram proprietários, gerentes, responsáveis pelo setor financeiro e funcionários de lanchonetes, restaurantes, escolas, academias, revendedoras de máquinas para academias, lojas de autopeças e de material de construção, gráficas, organizadores de eventos e mais. Porém, uma participante diferiu desse público. A advogada Laís Rossiter inseriu o workshop em sua lista de informação e formação em empreendedorismo, como um planejamento para o futuro. “O Sebrae é referência no estado como apoiador de micro e pequenas empresas. Não conheço nenhuma instituição semelhante, tampouco melhor destino para quem quer empreender. Tenho amigas que já participaram de alguns cursos e que indicaram o trabalho feito aqui. Para quem pensa em abrir um negócio, a inadimplência é um assunto que precisa ser lidado, então já estou buscando informações e conhecimento a respeito do assunto”, disse a futura empresária. Como Laís Rossiter também é professora de Direito do Consumidor, ela pôs em atividade a proposta da palestra do consultor Davi Barbosa, de que os participantes compartilhassem como eles lidam com a questão da inadimplência em seus negócios e como essa experiência poderia ajudar o outro. Enquanto Laís contribuiu com a explicação da visão jurídica de uma cobrança, a dona de uma pequena confecção contou que chamou uma cliente fiel, porém com grande dívida na loja, para conversar e explicar que, enquanto o montante não fosse pago, não seriam feitas novas vendas. Outro ponto interessante foi em como a loja de pneus diminuiu a quantidade de maus pagadores mesmo utilizando cheque como pagamento, mas aliando a isso uma rigorosa pesquisa de referências e antecedentes comerciais. “Saber quem é esse cliente e qual o histórico dele na minha loja pode ser mais efetivo do que uma análise fria de cadastro de bons pagadores no Serasa. A maioria das empresas não tem um cadastro de bons e maus pagadores, ou políticas que beneficiem o bom cliente. Da mesma forma, é preciso pensar em juros maiores e políticas diferenciadas para maus pagadores, se for preciso ainda mantê-los na carteira de clientes”, alertou Davi. A proposta do workshop foi discutir com os empresários medidas que eles pudessem implantar de forma a avaliar como é feita a concessão de crédito e como minimizar o risco de não receber o pagamento. “O que costumamos despertar no empresário é a ideia de que ele precisa avaliar quem é o cliente que merece mais atenção, que é o cliente que tem o histórico de bons pagamentos. É esse a quem o empresário vai oferecer mais crédito, bonificações e descontos especiais, porque ele já provou que tem uma boa situação de pagamento. Outra coisa que temos que perder é o medo de cobrar. O cliente vai priorizar o pagamento em que o atraso vai ser mais prejudicado pelos juros, então é preciso alertar esse mau pagador que isso pode ocorrer também se ele não pagar o que deve à sua empresa”, orientou Davi Barbosa.Últimas notícias
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