Geral
Saúde e Cruz Vermelha traçam estratégias para combate ao Aedes aegypti
03/03/2016
Entraves
A secretária listou, dentre as dificuldades enfrentadas no combate ao mosquito a falta de uniforme e identificação dos profissionais; a desarticulação do trabalho entre agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde; além da aplicação de recursos que os municípios estão fazendo. Isso porque a Constituição define que os municípios devem investir em saúde 15% da Receita Corrente Líquida, mas alguns chegam a dispor de até 21%, o que vem preocupando os gestores que não têm capacidade financeira para enfrentar o problema. O diretor-financeiro do Cosems/AL, Sival Clemente, ressaltou que as regiões do Agreste e Sertão - segundo mapa exposto pela Sesau - são as mais afetadas por causa da dificuldade de abastecimento de água, uma vez que a maior parte da população não tem água potável e armazena-a de forma inadequada. “O País deve se preocupar com saneamento básico, abastecimento de água e o destino dos dejetos. Não dá para intensificar ações e priorizar o controle da dengue quando esta é a área menos financiada pelo Ministério da Saúde, já que o governo diminuiu o número de agentes de endemias na epidemia que estamos vivendo”, alertou. Após a reunião com os diversos atores alagoanos envolvidos com o problema, a Cruz Vermelha vai fazer um relatório com as demandas do Estado, como forma de nortear a ajuda que a instituição pretende dar a Alagoas a partir de agora. O médico colombiano Edwin Armenta, da FICV, tomou ciência da situação de Alagoas e se comprometeu em apoiar a causa de combate ao Aedes. Ele aposta na soma de esforços não só do poder público, mas de todas as instituições e de representantes da sociedade civil organizada no enfrentamento do Aedes. De acordo com Armenta, investimentos financeiros e políticas públicas para combater a epidemia são relevantes, mas reforça que somente a educação comunitária trará êxito no combate ao mosquito. “Nossas ações humanitárias não vão vencer o mosquito se não houver um trabalho educativo e de conscientização ombro a ombro, envolvendo crianças, jovens e adultos no mutirão em suas próprias comunidades”, destacou o médico. A voluntária da instituição, Salete Beltrão, sugeriu a formação de grupos de voluntários envolvendo estudantes, jovens e idosas que, ociosos, podem formar uma corrente de sensibilização e mobilização em suas comunidades para erradicar os focos do mosquito.Últimas notícias
1