Jovens atendidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Fernão Velho, participaram esta semana do projeto Rede de Adolescentes por uma Cidade Justa e Sustentável, que faz parte da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) da Unicef em parceria com o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu. O projeto tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de um modelo de intervenção social visando a redução das desigualdades em Maceió, a partir da participação cidadã dos adolescentes. Ao todo, serão capacitados 150 adolescentes e jovens de 13 a 18 anos das cinco regiões prioritárias determinadas pela Plataforma de Centros Urbanos Maceió. Os jovens pertencem a Região 4 da PCU, que abrange os bairros de Bebedouro, Chã de Bebedouro, Chã de Jaqueira, Jardim Petrópolis,Santa Amélia, Fernão Velho, Rio Novo, Bom Parto, Mutange. Nesse primeiro encontro, a arquiteta e urbanista Paula Regina Vieira Zacarias mostrou um documentário sobre o Estatuto da Cidade e o Plano Diretor, produzido pelo Ministério das Cidades, abordando como essas ferramentas contribuem para o adensamento da cidade e para a diminuição das desigualdades e como influenciam no planejamento das futuras construções de residências, em locais onde já existam instituições públicas de apoio à população, como escolas, hospitais, delegacias. A arquiteta falou da também da importância da participação da população, especialmente dos jovens, nas reuniões e audiências públicas para a revisão do Plano Diretor. De acordo com a pedagoga Benúzia Amâncio, técnica de referência do grupo de adolescentes Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Cras Fernão Velho, os jovens também discutiram e fizeram uma apresentação acerca dos problemas encontrados na comunidade como, habitação, saneamento e mobilidade. “Os grupos listaram problemas como falta de saneamento, casas sem estrutura feitas com PVC e papelão, lixo jogado na lagoa, coleta de lixo irregular e deficiência do transporte público. Os adolescentes também falaram sobre as potencialidades do bairro. De pontos positivos, listaram o Cras, a igreja, a escola, a área de preservação ambiental e a Lagoa Mundaú, além dos próprios jovens da comunidade”, destacou. PCU
Inicialmente foi realizada uma mobilização para que os adolescentes participassem dos fóruns territoriais e formassem núcleos. Nesses fóruns, foram elencadas as prioridades e indicadas comissões para acompanhamento das políticas e dos indicadores sociais. Nesta segunda etapa, os adolescentes estão sendo capacitados visando a construção do Plano de Ações da Rede. Para isso, os jovens participam de encontros que abordam políticas públicas, direitos humanos e direitos das crianças e adolescentes, construindo conhecimentos sobre a realidade e debatendo as suas próprias demandas nas suas comunidades.