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Atividades lúdicas marcam o carnaval do Centro Psiquiátrico Judiciário

05/02/2016
Atividades lúdicas marcam o carnaval do Centro Psiquiátrico Judiciário
Esta quinta-feira (4) foi especial para os 85 reeducandos do Centro Psiquiátrico Judiciário (CPJ), situado no Complexo Penitenciário, em Maceió. Com muita alegria, animação e frevo no pé, eles participaram do “CPJ na Folia”, promovido pelos servidores penitenciários da unidade. O evento alusivo ao carnaval teve como foco a reabilitação dos custodiados portadores de transtornos mentais. A novidade do “CPJ na Folia” deste ano foi a presença da banda da Polícia Militar de Alagoas, que aceitou o convite da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social e abrilhantou o evento com marchinhas de carnaval. Os familiares dos custodiados também participaram da iniciativa, reforçando os laços parentais, importante para fortalecer o trabalho psicossocial do CPJ: humanizar para reintegrar. Luciene dos Santos, mãe do custodiado Adenilson Santos, afirma que os profissionais do Centro Psiquiátrico Judiciário sempre orientam, prestam assistência e incentivam os familiares para colaborar com o processo de reintegração social. “Participamos de reuniões periodicamente. Nos encontros eles falam que é importante participar da rotina dos reeducandos, sobretudo, nas datas comemorativas, como no carnaval”. De acordo com o chefe do CPJ, Elder Rodrigues, é fundamental manter a tradição cultural, desenvolvendo dinâmicas e atividades lúdicas, conforme prevê a Lei de Reforma Psiquiátrica 10.216/2001. “A decoração da unidade e dos demais artigos para o carnaval, como máscaras, confetes e serpentinas, foram confeccionados pelos próprios custodiados. Tudo isso mantém a tradição viva e fortalece nossa missão”, lembra. No Centro são feitas avaliações clínicas, psiquiátricas e psicossociais com pacientes condenados, que cumprem pena provisória ou submetidos à medida de segurança. O local possui enfermaria, consultórios médico e odontológico, sala de aula, espaço para terapia ocupacional, horta e auditório. Ao todo, existem dez alas, sendo uma delas para pacientes do sexo feminino.