“Referência nacional”. Esse foi o termo utilizado pelo diretor do Departamento de Polícia Técnico-científica do Estado do Amazonas para definir o modelo de cadeia de custódia de cadáveres utilizada pela Pericia Oficial de Alagoas. A frase foi dita durante visita técnica realizada por uma equipe de peritos amazonenses dos Institutos de Criminalística e de Medicina Legal do estado. O perito criminal Jefferson Mendes de Holanda, diretor do DPTC do Amazonas, explicou que eles vieram para Alagoas principalmente para conhecer a cadeia de custódia. E a decisão da visita deu-se após um estudo dos modelos utilizados por vários estados, e identificar que o exemplo alagoano é completo por acompanhar o corpo desde o local do crime até a liberação do cadáver, sendo assim, uma referência nacional. “A cadeia de custódia de cadáveres é a garantia de que o corpo periciado no local do crime será o mesmo que é necropsiado no IML, sem risco de erro de troca de corpos. Realizamos a visita técnica e constatamos que aqui em Alagoas esse serviço é muito bem feito e pretendemos levar o este modelo para ser implantado no Amazonas”, afirmou Jefferson Holanda. Holanda ainda destacou a redução de mais de 18% nos números de homicídios em Alagoas em 2015 e de 26% em janeiro deste ano. “É fantástica essa queda nos casos de morte violenta. Estive na mesa de situação com o secretário Alfredo Gaspar de Mendonça e achei muito interessante a sua integração, comprometimento e cobrança com os gestores da cúpula de Segurança Pública.” O perito criminal do Amazonas Ladislau Brito, integrante da Força Nacional em Alagoas, que também acompanhou a visita, destacou a cooperação e a troca de experiência entre os estados e a oportunidade que ele tem tido de conhecer a estrutura e o funcionamento dos órgãos periciais do Brasil. “Alagoas tem sido líder na redução dos números de homicídios e a perícia possui a cadeia de custódia que é referência. Essa cooperação entre os estados é fundamental para o fortalecimento da pericia”, destacou o perito. O perito-geral de Alagoas, Manoel Melo, esclareceu que esse novo modelo foi implantado em 2011, após publicação de portaria conjunta instituída pela Secretaria de Segurança Pública. O trabalho consiste em identificar a vítima com uma pulseira de Identificação de Cadáver (PIC), com um Número de Identificação de Cadáver (NIC) e o registro de um boletim de Identificação de Cadáver (BIC) que são usados individualmente para cada cadáver do local de perícia até a saída do corpo do IML. “Conheci o perito criminal Jefferson Holanda em uma reunião do Conselho Nacional de Dirigentes Gerais de Órgãos Periciais Forenses do Brasil, e durante uma conversa constamos o interesse comum do bem da perícia de natureza criminal em nosso país. A visita dele ao nosso sistema de perícia é de suma importância para a troca de informação e conhecimento, do que cada estado tem de melhor nessa área. Fico muito feliz que o sistema de rastreamento dos cadáveres usado em Alagoas seja considerado por ele, como referência nacional”. Segundo o perito criminal Jefferson Mendes de Holanda, diretor do DPTC do Amazonas, a visita técnica foi encerrada hoje, e tudo o que foi visto durante ela, constituirá um relatório, o qual será apresentado ao secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas para que o modelo alagoano seja adotado naquela unidade federativa.