Geral
Professora orienta sobre desafio de se alimentar bem nos grandes centros
01/02/2016
Informação e higiene
Entre 2015 e 2016, estiveram em execução sete estudos vinculando alimentação, nutrição e saúde pública, com recursos do Governo de Alagoas através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e parceiros federais. Seis deles ainda estão em andamento. Enquanto estes resultados não são divulgados, a Fapeal conversou com a nutricionista e especialista em segurança alimentar Ana Cristina Normande (no momento, sem vínculos de financiamento com a Fundação). Pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas, que há anos vem realizando e orientando vários estudos na área. Ela cita que a qualidade nutricional e a higiênico-sanitária são as principais preocupações para que o consumidor deve atentar em restaurantes e lanchonetes. Os maiores problemas, hoje, são vistos nos fast foods. Com o modo de vida alternativo e o hábito de comer fora de casa, agrava-se este problema. “Através da tendência em procurar a facilidade que a indústria oferece, nós acabamos perdendo os nutrientes básicos e consumimos refeições com altos índices de sódio e açúcares”, alegou Ana Cristina Normande. Quanto mais manipulado o alimento, maiores são os riscos de contaminação, diz a especialista, lembrando também da atenção aos condimentados: quando se opta pelo menos multiprocessado, mais saudável será a refeição. No verão em especial, a atenção com os líquidos deve ser redobrada, devido à hidratação que a época exige. Consomem-se sucos e águas de coco muitas vezes manuseados pelos vendedores sem muita estrutura nem muita prudência. O caso da água de coco é ainda mais preocupante, pois as de vida longa não apresentam valores nutritivos significativos e, quanto as disponíveis a curto período de durabilidade, não se sabe se o manuseio desse produto até ali foi correto, ampliando as chances da contaminação. Ana Cristina Normande faz uma ressalva e cita que o indivíduo hoje deve fazer um esforço pela sua saúde, aprendendo a separar um tempo para preocupar-se com qualidade do que ingere, pois a praticidade não é sinônimo de bem-estar, apenas um paliativo momentâneo. Enquanto a fiscalização cabe à Anvisa, ao consumidor resta seguir apenas as orientações repassadas pelos profissionais, analisando sempre se os funcionários estão com vestimentas adequadas, se o ambiente é limpo. Outra dica que a professora dá é prestar atenção à temperatura dos alimentos que, segundo ela, quando aquecidos, devem apresentar a temperatura mínima de 65ºC e, quando resfriados, possuir abaixo de 10ºC. Resisti aos apelos comerciais e buscar mais informação sinaliza, pelo menos, um caminho mais seguro ao consumidor. Porém, ele detém o poder de escolha: alimentar-se bem não é uma tarefa cara, nem impossível, ela só requer empenho e interesse, para defender-se da abundância de facilidades nada saudáveis.Últimas notícias
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