Geral
MPE/AL e MPC/AL constatam precariedade em centro para estudantes com deficiência
28/01/2016
Foco de doenças
Os membros do Ministério Público também se depararam com uma piscina abandonada, sem acessibilidade, cheia de sujeira e com água parada, tornando-se assim um vetor de contaminação de doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, a exemplo da dengue, zika e chicungunha. A situação já havia sido encontrada em setembro do ano passado, mas, novamente, a Secretaria se absteve de qualquer medida para resolver o problema. Quanto à merenda, os promotores de Justiça e o procurador-geral do MP de Contas constataram que ela é suficiente para alimentar apenas 30 alunos, número bem distante dos 186 matriculados na escola. “Tal fato obriga que as mães dos atendidos tragam comida de casa, mas as que não contam com benefício de prestação de serviço continuada possuem dificuldade de trazer o alimento. Quem arca com as refeições dos mais desprivilegiados são os funcionários do Centro, que realizam cotas para ajudar os alunos”, destaca Cecília Carnaúba. Há ainda problemas no forro do telhado, na acessibilidade das portas das salas de aulas e na manutenção dos bebedouros, estes sem limpeza há três anos, além de fogão e geladeira quebrados. Faltam materiais de expedientes e material de limpeza. De acordo com a direção da escola, é necessário recorrer à Secretaria de Estado de Educação até mesmo para copiar um documento, visto que a unidade de ensino carece de fotocopiadora e de resmas de papel. Até a presente data, a escola não recebeu o material pedagógico que foi solicitado no início de 2015 junto à Gerência de Educação Especial.Falta pessoal
Segundos os membros do Ministério Público, o centro educacional também precisa de monitores que acompanhem o transporte de retorno dos estudantes nos turnos matutino e vespertino. Sem o acompanhamento, os alunos perdem o controle e promovem a autoagressão ou a violência entre eles mesmos. No quadro de pessoal, faltam ainda profissionais capacitados para lidar com os usuários especiais, psicólogos e assistentes sociais, além de professores, que são substituídos por monitores no ensino. A direção do Centro de Educação Especial de Alagoas Wandette Gomes de Castro informou ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público de Contas que o dinheiro empenhado pelo governo estadual para a manutenção do prédio em 2015 foi de apenas R$ 15 mil, valor insuficiente para as necessidades e tamanho da unidade.Últimas notícias
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