A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri) e o Banco do Brasil reforçaram sua parceria para o desenvolvimento do setor produtivo alagoano no ano de 2016. Nesta quarta-feira (27), o secretário Álvaro Vasconcelos, o gerente de Mercado do BB em Alagoas, Alan Pais, e o assessor para Agronegócio da instituição, Marcos Carvalho, estiveram reunidos para debater perspectivas e alinhar as expectativas relacionadas à agropecuária do Estado neste ano. No encontro, o secretário da Agricultura ressaltou a importância do Banco do Brasil e das demais instituições financeiras para a atividade agrícola. “O pequeno produtor depende muito dos financiamentos e do crédito oferecido pelas instituições. E uma das funções mais importantes da Seagri é aproximar esse produtor das instituições financeiras, intermediando as negociações para concessão de crédito. A parceria com os bancos é essencial para o bom andamento dos trabalhos da Seagri”, disse Vasconcelos. De acordo com Alan Pais, a metodologia adotada pela Seagri no incentivo ao associativismo e ao cooperativismo no setor agrícola atende a um dos princípios defendidos pelo Banco do Brasil. “Consideramos que o cooperativismo e o associativismo são o caminho para que o crédito seja liberado de forma ordenada, dando retorno ao banco. Estamos formatando uma nova perspectiva de trabalho para o próximo ciclo produtivo e estaremos ao lado do produtor rural em 2016”, disse o gerente de Mercado. Um dos pontos abordados na reunião desta quarta-feira foi a expectativa do banco quanto às atividades do Programa de Incentivo à Produção de Grãos em 2016, que teve sua primeira reunião técnica na última segunda-feira (25). “O governo aposta muito no crescimento do Programa de Grãos este ano e o envolvimento das instituições financeiras será decisivo para obtermos resultados ainda melhores que em 2015”, destacou Álvaro Vasconcelos. O secretário também apresentou o modelo de aproveitamento produtivo elaborado pelo Governo do Estado para o Canal do Sertão, destacando os investimentos que já estão próximos de serem confirmados. “Devemos ter uma grande área voltada para a fruticultura e outras voltadas à ovinocultura, caprinocultura e criação de gado leiteiro. Também teremos o plantio de sorgo forrageiro para alimentação do gado e a produção de sementes de palma forrageira, que terá uma parte cedida ao Governo do Estado para ser distribuída a pequenos produtores. Também não esquecemos a agricultura familiar, para a qual serão dedicados os perímetros irrigados do Canal”, explicou Vasconcelos. “O Programa de Grãos e o Canal do Sertão são pontos de interesse do Banco do Brasil. Queremos trabalhar projetos técnicos junto ao Governo e às empresas de equipamentos e insumos agrícolas para mapear e atender a um grande número de produtores aptos a tomar crédito junto ao banco”, concluiu Alan Pais.