O indicador é uma medida para organizar e captar informações relevantes. Em outras palavras, ele se presta a subsidiar as atividades de planejamento público e formulação de diferentes esferas de governo e possibilitam o monitoramento das condições de vida, da conjuntura econômica e da qualidade de vida da população. Pensando nisso, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), por meio da Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), lança, nesta quarta-feira (20), a segunda edição do estudo Indicadores Básicos de Alagoas. Dividido em oito grandes temas com dados do período de 2011 a 2014, o documento é resultado do trabalho de uma equipe multidisciplinar de servidores públicos que, durante o ano de 2015, esteve concentrada no levantamento e na consolidação dos dados. Um total de 45 indicadores foram avaliados. Trinta deles tiveram variação positiva e onze, negativa. Os demais não se aplicavam ao método de variação ou mantiveram seu valor. A área de Educação, por exemplo, foi avaliada em 14 indicadores, dos quais 11 apresentaram melhoria. Fatores como evasão escolar, distorção idade-série, taxa de aprovação e reprovação, analfabetismo e desenvolvimento da educação básica foram analisados. Ao mesmo tempo, a área de Mercado de Trabalho e Renda obteve três indicadores com variação negativa, dos quatro pontos avaliados. Para Thiago Ávila, superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento, o estudo oferece à sociedade não só o mais atual retrato do Estado, mas também contribui na construção de políticas públicas efetivas, capazes de promover o bem estar e uma melhor qualidade de vida para o cidadão alagoano. “Os indicadores atuam como uma espécie de raio x, que representa, demonstra e caracteriza a realidade, fazendo o comparativo de Alagoas com a região Nordeste e o Brasil. Além disso, nos possibilita à identificação da natureza dos números, assim como seu estado e evolução. Apresenta, acima de tudo, os desafios que Alagoas precisa superar”, diz o superintendente. O secretário do Planejamento, Christian Teixeira, acredita que o documento é um retrato ideal para os gestores públicos e, apesar das melhoras apontadas em vários indicadores, os desafios para o desenvolvimento de Alagoas ainda são grandes. “Com os indicadores em mãos, conseguimos enxergar o Estado como um todo; suas dificuldades e necessidades, assim como qual área merece receber mais atenção para aprimoramentos e progressos. É um estudo que deverá, sem dúvida, perpassar por uma discussão e reflexão coletiva”, finaliza o gestor. O documento apresenta um estudo das áreas de Demografia, Educação, Saúde, Infraestrutura, Defesa Social/Trânsito, Mercado de Trabalho e Renda, Desigualdade e Pobreza, Economia. O balanço completo está disponível no site Alagoas em Dados e Informações.