A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) encerrou nesta quarta-feira (20) a primeira fase de capacitações de técnicos municipais envolvidos no combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde dezembro passado, as Gerências de Atenção Primária e de Vigilância Epidemiológica têm realizado encontros nas dez regiões de saúde, treinando os agentes de controle de endemias e agentes comunitário de saúde. Flexeiras, Messias, Rio Largo, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Maceió, Satuba, Santa Luzia do Norte, Pilar, Marechal Deodoro e Barra de São Miguel são os onze municípios presentes nesse último encontro. Eles fazem parte da I Região de Saúde, a última recebida pelos técnicos da Sesau. “A base do trabalho dos agentes de endemias é a visita domiciliar, mas sua atuação junto às famílias é diferente das aplicadas pelos agentes comunitários. É que os de endemias fazem as visitas em intervalos mais longos que os comunitários. Então, estes podem incluir nas orientações as medidas capazes de impactar o controle da dengue, zika vírus e febre chikungunya”, explicou a gerente de Atenção Primária da Sesau, Tânia Queiroz. Em Pilar, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde, apurou que o índice de infestação do mosquito na cidade está em 1,9%, quando o ideal deveria ser 1%. “Então estamos em alerta e intensificando as ações. Junto a Sesau e outros agentes públicos, nós já realizamos inclusive um mutirão que em um único dia visitou 2.700 lares. Já mapeamos os locais de maior incidência do Aedes aegypti e agora estamos capacitando os nossos agentes de saúde”, informou o coordenador de endemias, Valdir Vieira Santos. Um mutirão semelhante também já foi realizado em Paripueira, onde mais de 4 mil casas foram inspecionadas, conforme expôs o coordenador de vigilância epidemiológica do município, Carlos Henrique Lira. “Na última terça recebemos os técnicos da Sesau para reuniões e na quarta fomos às residências, junto com a Defesa Civil e nossos agentes de endemias e comunitários. Temos percebido que as pessoas têm colaborado e estão mais atentas com a eliminação de possíveis criadouros”, disse ele. Até o dia 31 deste mês, todos os municípios devem finalizar a fase de capacitações de seus agentes de endemias e comunitários. “Em fevereiro, as ações devem ser potencializadas nas ruas e casas. De março a junho, os agentes entrarão em campo a cada dois meses. E em julho, faremos uma avaliação de todas as ações para melhorarmos ainda mais o nosso Plano de Combate ao Aedes aegypti”, pontuou Tânia Queiroz.