Avaliado aproximadamente em R$ 10 milhões, o Aero Clube é um bem que pertence aos sócios proprietários que têm direito a cada centavo que entra nas contas. Porém, esta não é uma realidade de quem ainda busca garantir a devolução do bem que estar sob o comando do José Leão de Oliveira, o Zé Leão. Sócios patrimoniais aguardam desde 2008 que o prédio seja retomado e devolvido à população palmeirense como era no objetivo de sua fundação. A questão é que vários deles ( os sócios do clube) foram excluídos sem ter direito a nada. O clube palmeirense tem um terreno de 10.000 m2 (dez mil metros quadrados) localizado no centro da cidade. Há anos que as funções prioritárias em proporcionar aos sócios lazer, cultura e entretenimento foram deixadas para trás. Membros Integrantes fizeram um relatório preliminar realizado por uma Comissão de Estudos que apontou fraudes na forma como o Aero Clube de Palmeira dos Índios foi "tomado". Tal relatório de 2008 mostra que houve falsificação quanto à eliminação de sócios-proprietários e na transferência da administração do sócio José de Almeida Araújo (falecido) para Jair Gomes de Oliveira (falecido), o Grilo, que passaria então a fazer parte da sociedade de forma ilegal com interesses futuros. Em 2005 aconteceu uma reunião “às escondidas” entre os irmãos (Grilo e Zé Leão) e José de Almeida para tratar da exclusão dos outros filiados - sem que o fato fosse ao conhecimento dos interessados. Foi nessa reunião - por “debaixo dos panos” - que o clube passou para as mãos dos empresários. Os sócios proprietários disseram também à reportagem que na gestão de José de Almeida nenhum deles – mais de cem sócios-patrimoniais - tinha acesso às contas para saber sobre o faturamento. Com a morte de José de Almeida (que era avô da esposa de Jair Gomes), o comando do Aeroclube foi tomado por Grilo, conhecido na cidade por ser uma pessoa destemperada e, em certos momentos, agressiva. No texto do relatório preliminar, os sócios proprietários relataram que foram desligados da sociedade de forma ilegal. Entretanto, quando os membros cobravam os direitos devidos eram “peitados” na tentativa de intimidação. Por outro lado, os atuais “donos” faturam ainda hoje com os aluguéis para eventos e diversos tipos de comércio no entorno do prédio. Brigas, confusões e agressões Em Palmeira dos Índios, todos sabem que a briga que envolveu o agropecuarista Fernando Medeiros e Jair Gomes de Oliveira, o Grilo (falecido em 2010), durante uma discussão ocorrida em um restaurante da cidade, envolveu a posse do Aeroclube de Palmeira dos Índios. A confusão se deu após Grilo desferir um soco no rosto de Medeiros que estava ao lado de sua esposa. A briga teve relação ao fato do Aero Clube ter sido dominado irregularmente pela família Oliveira/Leão com a exclusão - sem consentimento - de todos os sócios-patrimoniais. Porém, o histórico de brigas na cidade de Palmeira dos Índios causados pelo empresário Grilo foi mais além da disputa pelo Aero Clube. Com enriquecimento e o crescimento dos empreendimentos da família no município, o poder aquisitivo fez dos empresários "homens-poderosos" na região. Metido em diversas confusões, brigas e agressões, Jair Rodrigues e/ou dono das Lojas Guanabara - como também era conhecido - se envolveu em várias desavenças com pessoas da sociedade palmeirense. A reportagem teve acesso à lista com os nomes e fatos ocorridos contra alguns cidadãos agredidos e desmoralizados pelo então falecido Grilo. Atualmente, na cidade de Palmeira dos Índios, os filhos dos empresários Oliveira/Leão se envolveram também em brigas e confusões após noites de farra em festas, shows e eventos. Uma das vítimas, todavia, foi o próprio namorado da viúva de Jair Gomes de Oliveira, o Grilo. O rapaz, de família tradicional no município, sofreu alguns socos, murros e pontapés do primogênito de Zé Leão e do caçula de Grilo. O motivo? Ciúmes da viúva! Assim, como ocorrido pela posse do Aero Clube em falcatruas e intimidações, o histórico de brigas, agressões e confusões sempre fez parte dos membros da família Leão/Oliveira por conta do poder aquisitivo e influente na cidade de Palmeira dos Índios.