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Vendas de final de ano repercutiram positivamente na confiança do empresário do comércio

20/01/2016
Vendas de final de ano repercutiram positivamente na confiança do empresário do comércio
A movimentação no comércio durante o final de ano repercutiu positivamente entre os empresários. De acordo com a pesquisa que mede o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), o indicador registrou 84,7 pontos em dezembro passado, o que representa uma melhora de 23,8% em relação a novembro - embora na comparação com dezembro de 2014 a confiança tenha se depreciado em 22,57%. O levantamento é realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em parceria com o Instituto Fecomércio/AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (IFEPD/AL). Para o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, a melhora da confiança do empresário tem como um dos fatores a recuperação da confiança do consumidor, que se sentindo mais seguro no emprego, voltou a consumir (inclusive bens duráveis). Segundo o especialista, os dados revelados pela pesquisa foram confirmados pelos números da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada dia 14 de janeiro de 2016 pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE) em referência ao nível de atividade econômica no setor terciário, especificamente do comércio brasileiro. “Em novembro, a média nacional de crescimento do comércio (varejo com ajuste sazonal) foi de 1,5% e Alagoas manteve-se na média ao registrar um crescimento de 1,4% nas vendas no varejo”, reforçou, acrescentando que mesmo apresentando melhora no comparativo mensal pelo segundo mês seguido, Alagoas teve redução dos níveis de venda em relação ao mesmo período de 2014 e, no acumulado do ano, de janeiro a novembro a desaceleração das vendas do comércio alagoano registrou -7,9%. Mesmo num ritmo menor do que o de 2014, o crescimento das vendas motivou o empresariado. “O ritmo consecutivo de aumento das vendas reais do varejo alagoano refletiu positivamente na confiança do empresário em fazer novos investimentos, em contratar mão de obra e em adquirir novos estoques para venda de produtos no Natal”, explicou ao justificar a elevação do indicador.

Composição

Do índice geral para os sub-índices específicos que pautam a formação do indicador geral, os empresários demonstraram uma melhora sobre as condições atuais da economia brasileira e do comércio local, saindo de -17,4 pontos para 40 pontos. Quando questionados sobre as expectativas futuras do comércio local e nacional, houve uma piora de 16,9%, fato que ressalta as incertezas macroeconômicas originadas por ambientes adversos, como a recessão brasileira e a crise internacional que afetam o câmbio, prejudicando o comércio de importação, dentre outros. No último componente do indicador geral está o índice de investimento do empresário do comércio, que situa o mercado e a sociedade sobre a expectativa dos empresários sobre a contratação de funcionários, novos investimentos e o saldo de estoque das empresas. Nesse aspecto, houve uma melhora de 28,1% em dezembro em relação a novembro, com destaque para o nível de investimento das empresas (mais de 88%).