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"Muito Prazer, eu sou a morte", de Jorge Oliveira, terá lançamento nacional em Alagoas

13/01/2016
"Muito Prazer, eu sou a morte", de Jorge Oliveira, terá lançamento nacional em Alagoas
Um jornalista de 36 anos foi morto por pistoleiros alagoanos às vésperas do Carnaval. De cara, a impressão que temos é que estamos lendo uma notícia atual, mas não se assuste: isso é uma ficção. A frase é, na verdade, o tema do livro “Muito prazer, eu sou a morte”, do jornalista e cineasta alagoano Jorge Oliveira. O livro foi lançado em Portugal pela editora Chiado em 2011 e ganhará as livrarias brasileiras nesta quinta-feira. A história tem como cenário as cidades de Maceió, onde nasceu Jorge Oliveira, Rio de Janeiro e Brasília. No livro, Jorge ficciona a própria morte para contar sua história jornalística iniciada em Alagoas, que continuou no Rio e em Brasília, onde trabalhou nas principais redações de jornais e ganhou vários prêmios, entre eles dois "Esso de Jornalismo". O autor de "Muito prazer, eu sou a morte", fez reportagens polêmicas que desafiaram a ditadura militar e até provocaram uma CPI no Congresso Nacional. “Ao tentar abrir a porta do carro, vi, de rabo de olho, que uma pessoa, com um objeto em uma das mãos, que tive dificuldade em distinguir, se aproximava de mim rapidamente... O tiro atingiu a minha nuca”, narra Jorge Oliveira a sua morte fictícia. O livro “Muito prazer, eu sou a morte” é uma ficção, mas se adapta bem à triste realidade atual das grandes cidades brasileiras. Natural de Alagoas, Jorge Oliveira tem no currículo outros três livros (o último deles "Curral da Morte") e obras no cinema, como o documentário “Olhar de Nise, um longa-metragem sobre a psiquiatra alagoana Nise da Silveira, e o filme “Perdão, Mister Fiel, vencedor de 14 prêmios nacionais e internacionais. Jorge Oliveira escolheu Maceió, sua terra natal, para o lançamento nacional do livro “Muito prazer, eu sou a morte”, que será nesta quinta-feira, às 19 horas, no restaurante Parmegianno, em Maceio. O restaurante fica na rua José Luiz Calazans, 44, na Jatiúca.