Para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti representantes do Ministério da Saúde realizaram nesta quarta-feira (23) uma videoconferência com técnicos e gestores da área de vigilância epidemiológica de todo o Brasil. O encontro foi realizado na sede da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em Jaraguá. De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Cristina Rocha, a gestão federal pretende montar uma operação emergencial para a identificação dos focos e controle da proliferação do mosquito. “A meta é atingir a totalidade das residências, públicas e privadas, até o final de janeiro”, explicou. Para isso as equipes estaduais e municipais de controle atuarão em parceria com as forças armadas que serão capacitadas pela Sesau para realizar o trabalho. “A capacitação já foi iniciada e está sendo realizada com militares do Exército, Marinha, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e agentes de saúde no Quartel do Exército, sede da coordenação da Defesa Civil e Capitania dos Portos”, revelou Cristina Rocha. A superintendente ressaltou que os profissionais serão treinados para a identificação e anulação dos nascedouros do mosquito na capital e interior de Alagoas e iniciarão suas atividades a partir do dia 4 de janeiro. Já o coordenador de endemias da 2ª macrorregião, Cícero Felinto, além do trabalho técnico essa força-tarefa irá atuar junto à população, ensinando como evitar o ciclo reprodutivo do vetor e reforçando a conscientização de todos sobre a importância da prevenção”, destacou Felinto. Cícero Felinto disse ainda que só por meio do esforço conjunto, do poder público e sociedade, Alagoas pode superar este grave desafio. “Com a decretação do estado de emergência, as ações para o controle do mosquito foram intensificadas. A atuação em uníssono de instituições militares e civis será realizada de forma técnica e responsável visando sempre à saúde e bem-estar de todos os alagoanos”. A reunião contou também com a participação de representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), além de técnicos e gestores do Estado e municípios.