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Governador garante crédito de R$ 1,2 bi para o setor sucroenergético de Alagoas

22/12/2015
Governador garante crédito de R$ 1,2 bi para o setor sucroenergético de Alagoas
O governador Renan Filho garantiu o aval de R$ 1,2 bilhão, concedido pelo governo federal para o setor sucroenergético do Estado. O recurso vai possibilitar a renovação dos canaviais e das indústrias, além de garantir crédito no momento de escassez, permitindo que o setor quite débitos com fornecedores e vivam um novo momento no setor. O anúncio oficial foi feito durante uma reunião, na manhã desta terça-feira (22), no Palácio República dos Palmares. O chefe do Poder Executivo estadual explicou que, economicamente, o setor sucroenergético de Alagoas sobrevive há alguns anos com dificuldade, mas que este cenário foi modificado no último ano, devido ao preço da gasolina, que está flutuando, e ao aumento do dólar, possibilitando a melhora do preço internacional do açúcar, de maneira que o setor vive um momento melhor. “Mas, para melhorar ainda mais, precisa haver a quitação do débito com os fornecedores, para que esse momento seja bom para todos. Com a chegada do crédito e com a mudança do momento econômico, acredito muito que o setor possa se recuperar e, com isso, teremos condições de dar mais produtividade às indústrias de açúcar, melhorar os canaviais e, quem sabe, reabrir algumas usinas, a exemplo do que fizemos este ano com a Usina Uruba, que agora se chama Copervalles, em Atalaia”, declarou o governador. Para Renan Filho, essa operação é muito importante para Alagoas, porque o Estado vivia uma depressão econômica muito aguda no setor sucroenergético, fruto do somatório de vetores negativos, como a forte seca, que afeta o Estado há quatro anos e se transformou na maior seca da história do Nordeste brasileiro, a depressão do preço internacional do açúcar, o controle do preço da gasolina e dos combustíveis fósseis, que tirava a competitividade do setor, a ausência completa de crédito e, sobretudo, a grande crise de 2008 e 2009, que praticamente impossibilitou o setor de ter acesso a novas chances de financiamento. “Isso reunido trouxe muita dificuldade. Há três safras, nem os produtores de cana-de-açúcar, nem os trabalhadores conseguem receber direito, e nem as usinas conseguem financiar os nossos custos. Isso tem trazido para Alagoas uma dificuldade econômica muito grande. Sei bem o que significa a falta de mobilidade social no momento de crise”, ressaltou. Renan Filho acrescentou que o setor vai viver um novo ciclo, um muito menos sofrido que o passado. “Estamos vivendo um ano diferente, onde há demanda nacional para o açúcar, onde há mercado maior para o álcool. Só esta mudança é simbólica. O setor tem competência pra formular saídas para os problemas, sobretudo financeiras; tem que criar uma saída engenhosa, e agora teremos condições de pagar o fornecedor”. O governador concluiu, citando a instalação de uma unidade da Embrapa em Alagoas. Segundo ele, é o que faltava no Estado, que é eminentemente agrícola, seja no setor sucroalcooleiro como em todas as outras culturas produzidas em Alagoas. “A Embrapa, que é a principal vertente da pesquisa, da inovação e da eficiência, é um reflexo da competitividade mundial da nossa agricultura. A vinda da Embrapa é uma grande vitória neste momento de crise”. Câmara Setorial e subvenção - Durante a reunião desta terça-feira, o governador anunciou também o início das negociações para criação da Câmara Setorial da Cana em Alagoas. De acordo com Renan Filho, o fórum deverá acompanhar a utilização do crédito internacional no pagamento dos fornecedores, bem como manter aberto o diálogo entre o governo, empresários e produtores. “Vamos acompanhar o que foi acordado, propor soluções novas para velhos problemas e para os que forem surgindo, e vamos facilitar o diálogo com todas as instâncias”, disse. O governador também garantiu empenho nas negociações para a subvenção da cana junto ao governo federal. “Vamos continuar lutando em Brasília por essa subvenção, para que o governo federal entenda que equalizar essa questão vai garantir a sobrevivência do fornecedor. Com o pagamento dos fornecedores a partir do crédito que anunciamos hoje e com a subvenção, tenho certeza de que vamos avançar muito mais”, avaliou Renan Filho.