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360 estagiários foram selecionados pelo Judiciário de Alagoas em 2015

19/12/2015
360 estagiários foram selecionados pelo Judiciário de Alagoas em 2015
O Poder Judiciário de Alagoas selecionou, em 2015, 360 estagiários, sendo 240 para Maceió e 120 para o interior do Estado. Durante o ano, foram realizadas seleções para Arquitetura e Urbanismo, Biblioteconomia, Direito, Informática, Jornalismo, Psicologia e Serviço Social. Em 2016, serão lançados editais para os cursos de Economia, Engenharia Civil, Ciências Contábeis, Direito e Administração. O programa de estágio tem à frente a Coordenação de Projetos Especiais da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). De acordo com o juiz André Avancini D’Avila, responsável pelo setor, os estudantes auxiliam nas mais diversas atividades, aprimorando os conhecimentos nas unidades da Justiça estadual. “Existe uma relação de simbiose entre os estagiários e o Judiciário. Eles aplicam na prática os conhecimentos obtidos na academia. Por sua vez, o Judiciário conta com o auxílio deles para desenvolver suas atividades, visando a uma prestação jurisdicional mais célere e efetiva”, destacou. Ainda segundo o magistrado, houve um crescimento no número de estagiários, graças à resolução nº 17/2014, que estendeu o programa para todas as Comarcas do Estado. Antes, apenas Maceió, Arapiraca e Penedo contavam com o trabalho dos estudantes.

Formas de ingresso

Para ingressar no programa de estágio do Judiciário de Alagoas, além de ser aprovado no certame, o estudante deve ter cursado, pelo menos, dois anos do curso (quatro semestres) e não pode estar no último ano letivo ou nos dois últimos semestres. A jornada é de 24 horas semanais, e o estudante recebe uma bolsa no valor de um salário mínimo, mais auxílio-transporte. O estagiário é contratado por um ano, podendo ter o vínculo renovado por igual período.

Contribuição

A estudante Mayara Silva Cavalcante, de 21 anos, estagia desde 6 de julho de 2015 no Departamento Central de Engenharia e Arquitetura do TJ/AL, onde tem tido a oportunidade de projetar reformas e construção de fóruns, sob supervisão de engenheiros e arquitetos. Mayara já tinha tido experiência de estágio em uma empresa privada, tendo desenvolvido competências na área de ambientação. Quem também atua no setor é o jovem Jardel Quintela Carvalho, 21 anos, estagiário de Engenharia Civil. “Além de fazer medições e saber quais materiais devem ser utilizados, sempre que possível acompanhamos a obra desde o projeto até sua finalização. Tudo isso com o auxílio de supervisores que tiram todas as nossas dúvidas”, conta o estudante Além da possibilidade de colocar em prática os conhecimentos apreendidos em sala de aula, o acadêmico de Engenharia Civil diz que o estágio no Judiciário alagoano também lhe proporciona grande conhecimento na elaboração dos orçamentos das obras sob responsabilidade do setor, na capital e nos municípios do interior. A estagiária de Direito Mariana Aires, que atua na sede do TJ/AL há seis meses, também avalia positivamente a experiência na Justiça. “O estágio é importante porque é a aplicação daquilo que a gente estuda na academia. Julgo esse contato essencial para conhecermos a realidade do Judiciário”, afirmou. Antes de estagiar na sede do Tribunal de Justiça, Mariana teve uma experiência de seis meses no Fórum da Capital, onde contribuiu para a produção de decisões judiciais. Atualmente, ela também tem se dedicado à análise de processos em geral. Também ajuda na produção de acórdãos e despachos.