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Sesau apresenta situação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em reunião

18/12/2015
Sesau apresenta situação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em reunião
A Secretaria de Estado da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (17), no Conselho Estadual de Saúde (CES) a situação das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em Alagoas. Somando os casos de zika, chikungunya e dengue, já foram notificados mais de 28 mil casos suspeitos em 100 municípios este ano, contra 16 mil no ano passado. Segundo a gerente de Vigilância Epidemiológica, Cleide Moreira, 7.280 amostras para o exame foram produzidas para detecção da dengue em 86 municípios. Em 74 municípios, a transmissão da doença foi confirmada através de exames específicos. Seis municípios precisaram de isolamento do sorotipo DENV-4, introduzido no país em 2012, foram eles: Inhapi, Maceió, Major Isidoro, Maravilha, Marechal Deodoro e Ouro Branco. E outros dois o isolamento do sorotipo DENV-1, desde 1986 no Brasil: Boca da Mata e Marechal Deodoro. “Existem quatro sorotipos no Brasil e nós só podemos contrair, cada um, uma única vez, por isso hoje nós só podemos ter dengue quatro vezes. Se caso uma pessoa se recuperar do sorotipo DENV-2 , então ela não estará imune e, desse modo, será infectada”, explicou aos conselheiros presentes. Contra a Zika, a Sesau recorda que 11 unidades sentinelas foram instaladas em Alagoas, sendo três na capital e oito no interior, conforme mapeamento de casos suspeitos notificados pelos técnicos. A capital lidera com 13 vítimas da doença; Arapiraca e Mata Grande seguem, cada uma, com três casos suspeitos; e São Miguel dos Campos, Delmiro Gouveia e Matriz do Camaragibe já notificaram dois casos suspeitos cada. “Cacimbinhas, Colônia Leopoldina, Maribondo, Murici, Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema também notificaram casos suspeitos de Zika, mas todas com apenas uma notificação”, ressaltou Cleide Moreira. Sobre a chikungunya, a Sesau informa que 49 casos foram confirmados em Alagoas, sendo: 43 pacientes de Major Isidoro, três pacientes de Batalha, dois pacientes de Maceió e um paciente de Arapiraca. “Quanto à microcefalia causada pela Zika, 111 casos suspeitos foram notificados pela Secretaria; destes, 105 em recém-nascidos e 6 casos suspeitos em intrauterinos. Maceió é a cidade que possui maior número de casos suspeitos: 18. E Alagoas está na terceira posição no ranking com mais casos suspeitos notificados”, disse a gerente. O combate O combate ao mosquito Aedes aegypti foi intensificado, conforme destacou a gerente de Vigilância Epidemiológica. Oito supervisores, quatro técnicos de vigilância e dois infectologistas estão em campo prestando assistência aos agentes de endemias. Além disso, a Sesau está monitorando as atividades de campo nos municípios, promovendo treinamentos, dialogando sobre o trabalho de gestão e acompanhando as equipes que fazem o trabalho externo. “Também estamos dando apoio direto na organização das atividades de vigilância, notificação e investigação; organização do atendimento na porta de entrada com a implantação de protocolos e fluxo de pacientes; distribuição de kits de medicamentos; e contribuindo com as investigações dos casos e óbitos”, informou Cleide Moreira. Em todo caso, a secretaria de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomiska, apela aos proprietários de terrenos baldios e imóveis pelo cuidado para evitar a proliferação do mosquito e, a partir dele, contaminar a vizinhança. “É preciso a participação de todos na informação e orientação adequada. Vamos trabalhar sério para eliminarmos o mosquito”, enfatizou.