Nesta sexta-feira (18), fiscais da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) estiveram na orla de Pajuçara onde línguas sujas foram detectadas. No local foi realizada a coleta de água. Um novo levantamento para descobrir as causas já começou a ser apurado pelos agentes ambientais e um relatório com a balneabilidade da praia será divulgado em cinco dias. As manchas são semelhantes às registradas no mês de maio, quando a matéria orgânica contida dentro das galerias pluviais e a contribuição das ligações clandestinas tornam a coloração da água escura e com um forte mau cheiro. Com as fortes chuvas caídas nesta sexta-feira, a água que entrou nas galerias ganharam força e desaguaram na praia. O que não deveria acontecer, já que a tubulação deveria receber apenas água das chuvas. Em maio, um inquérito foi aberto e encaminhado para a Polícia Federal (PF), Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF). Para a Sempma, as contribuições de transbordo de esgotos e ligações realizadas pelas residências e também pela própria Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), vêm contribuíndo negativamente para esse grave problema. De acordo com David Maia, secretário municipal de Proteção ao Meio Ambiente, novos relatórios devem ser encaminhados aos órgãos competentes. “Ainda na próxima semana, encaminharemos os relatórios para o MPE, MPF e PF para que possam, além do nosso levantamento, nas outras esferas, realizar seus inquéritos e cobrar providências aos envolvidos”, disse. Operação de Combate ao Esgoto Clandestino
De janeiro até agora, foram mais de 1700 autos de infração contra esgotos ligados nas galerias de águas pluviais. Novos equipamentos estão sendo empregados para detectar as ligações, a exemplo do robô tatuzinho que entra nas galerias de águas pluviais para detectar os esgotos. Em 15 dias, sete ligações foram detectadas com o novo instrumento.