O secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, reuniu a imprensa, nesta terça-feira (15), para falar sobre as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Município para o combate do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Na oportunidade, o gestor também chamou a população para contribuir com o trabalho, adotando medidas preventivas que previnam a proliferação de focos do mosquito. De acordo com Nonô, o Município está em guerra contra o Aedes aegypti, não só pela ocorrência de casos de microcefalia, mas com o objetivo de aumentar o controle sobre o vetor, procurando evitar uma situação de surto mais à frente, nos meses de abril e maio, quando a incidência dessas doenças historicamente se eleva. “Temos trabalhado preventivamente há cerca de 60 dias, sem alardes, nos bairros periféricos da cidade, com a inspeção de casas pelas equipes de agentes do Município, por isso, os números registrados na capital alagoana apresentam redução, em relação à dengue, de 3.600 casos este ano contra os 5.000 registrados em 2014”, ressalta o secretário. Ainda assim, a Prefeitura deu início, esta semana, a uma força tarefa que vai contar com as secretarias municipais de Saúde (SMS), Educação (Semed), Meio Ambiente (Sempma) e Comunicação Social (Secom), além da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) e Procuradoria Geral do Município (PGM). A parceria se somou ao trabalho 358 agentes de endemias que vêm atuando diretamente no campo, inspecionando residências e canteiros de obras. “Não temos números alarmantes, mas vamos pegar pesado no combate ao mosquito, especialmente na chamada área nobre da cidade, que tem nos bairros de Pajuçara e Ponta Verde os maiores índices de infestação predial, chegando a 7,9%, quando o aceitável pelo Ministério da Saúde é que seja menor de 4%. Por isso, nossa pretensão é fazer, com o apoio da mídia, o maior barulho possível, para sensibilizar e conscientizar a população, que não percebeu ainda a gravidade da situação desencadeada pelo aparecimento dos casos de microcefalia, doença que penaliza as famílias por toda a vida”, reforça Nonô. Thomaz Nonô descartou que, por enquanto, não existe necessidade de convocação do Exército para ajudar no trabalho dos agentes de endemias. “Essa medida só será necessária se houver uma grande resistência da população à entrada das equipes nas residências, o que não representa hoje um fator impeditivo ao trabalho de campo. A Prefeitura vai continuar a investindo no incentivo ao engajamento da população, mas, se for necessário, buscará auxílio junto ao Ministério Público, para que sejam adotadas as medidas judiciais mais adequadas”, complementou. Microcefalia – A relação entre as ocorrências de microcefalia e o zika vírus foram confirmadas pelo Ministério da Saúde no final do mês de novembro e para conter o aumento dos casos suspeitos a estratégia adotada pelos gestores é intensificar o combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, além de aumentar o cuidado com a gestante e o recém-nascido. No município de Maceió, este cuidado tem sido colocado em prática por meio do acompanhamento diário de casos diretamente nas maternidades e atenção no acompanhamento de gestantes durante o pré-natal pelas unidades de saúde.