Produtores do Arranjo Produtivo Local (APL) Fruticultura no Agreste vão receber o documento do Organismo de Controle Social (OCS), emitido pelo Ministério da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Mapa), e que garante a produção orgânica. A entrega acontece nesta quinta-feira, 17, no assentamento Dom Helder Câmara, na cidade de Murici, a partir das 9h. Hoje, o APL é responsável por 42% da produção orgânica de Alagoas, voltada principalmente à cultura da banana e da laranja, frutas predominantes na região. Nesta nova entrega do OCS, mais 10 produtores vão se tornar orgânicos. Na região, o número vai atingir 61, sendo uma cooperativa e 60 produtores. O documento do OCS é destinado exclusivamente a pequenos produtores rurais, mas só é concedido depois de vistas e análises do Mapa, que estuda o atendimento a critérios básicos para a produção orgânica, a exemplo da ausência do uso de agrotóxicos. Outro meio de conseguir a garantia é a certificação, mas é pega e feita por empresas particulares. Para a gestora do APL, Valdelane Tenório, é necessário muito cuidado na transição do modelo convencional. “Trabalhamos com muita cautela, o OCS é o ultimo passo. Quando o consumidor compra nosso produto, acredita que é um produto saudável, produzido de forma orgânica, e temos o dever de garantir que seja assim”, justifica. O APL Fruticultura no Vale do Mundaú contempla as cidades de União dos Palmares, Santana do Mundaú, Ibateguara, Branquinha, São José da Laje e Murici. O grupo integra o Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL), coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) em parceria com o Sebrae/AL.